outubro 1 2010

Lua Azul – Os Imortais – Alyson Noël

É a continuação da história contada no livro "Para Sempre - Os Imortais", onde Ever Bloom adquiriu o seu dom, sua imortalidade e "reencontrou" Damen Auguste.

Em Lua Azul, Ever tenta não se deixar levar pelo ciúme que sente de tudo o que Damen viveu antes de reencontrá-la, assim como superar seus medos e se entregar plenamente ao amado.

A vida do casal segue sem sexo e sem pressa até a chegada de Roman, um rapaz aparentemente inofensivo, mas que por traz de tanta bondade se esconde um ser vingativo e perigoso.

Ever sentiu o perigo como uma forte sensação e mal estar. Notou a mudança repentina dos amigos, desafetos da escola, inclusive de Damen, o que a motivou a lutar, indo em busca de conhecimento e superação.

Ela conseguiu descobrir o que faltava sobre o passado de Damen, como ele havia se tornado um imortal, como fora assassinada todas as vezes que finalmente se entregaria a ele e o mais importante, teve a certeza da existência de outros imortais.

Roman, na verdade, é um antigo conhecido de Damen. Ele recebeu de Damen a imortalidade e enquanto seu "criador" se empenhava em conquistar as reencarnações de Ever, Roman se contentava com as migalhas oferecidas por Drina, ex mulher de Damen. Com a morte de Drina, Roman elaborou o seu plano e o colocou em prática.

Sem o elixir da imortalidade a vida de Damen está seriamente comprometida. Ever aprendeu como fazê-lo e o significado da "lua azul". Ela salvou a vida de Damen e o preço a pagar é viver eternamente sem o homem que ama.

julho 11 2010

Sussurro – Becca Fitzpatrick

Os Anjos são seres espirituais que supomos habitarem o céu. Mas e quando um Anjo se deixa levar pelo desejo de ser um humano?

Segundo — 2 Pedro 2:4 "... Deus não perdoou aos Anjos que pecaram, mas os lançou ao inferno e os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo..."

Nora Grey é uma bela moça, mora com sua mãe em uma antiga casa de fazenda do século XVIII, cheia de correntes de ar e de neblina, afastada do centro de Coldwater, sua casa é a única residência em Hawthorne Lane.

Após o assassinato de seu pai, a jovem passou a sentir como se estivesse sendo observada e seguida. Ela passava a maior parte do tempo em companhia de Dorothea, empregada da casa, e de Vee, sua melhor amiga, já que sua mãe freqüentemente se ausentava por conta de seu trabalho.

Nora e Vee, além de amigas, eram responsáveis por uma coluna no eZine, sentavam juntas durante as aulas e costumavam trabalhar em parceria, até que o McConaughy, técnico do time da escola e professor de biologia, decidiu fazer uma mudança em todas as duplas.

Após a troca, McConaughy seguiu com a aula e a tarefa dos alunos era brincar de detetive. Portanto Nora e Patch deveriam descobrir o máximo que pudessem um do outro.

Curiosamente, Patch sabia muito sobre Nora, o que a deixou assustada e incomodada. A aula chegou ao fim e ela ainda não sabia quase nada sobre ele. Irritada e com receio de ficar sem nota, Nora foi falar com Patch, mas o rapaz apenas pegou sua mão e escreveu o número de seu telefone com uma caneta vermelha.

Nora, sentia que precisava se manter distante dele, mas toda vez que olhava para aquele moreno, de lindos olhos negros, que tudo absorviam e nada devolviam, de músculos longos e esguios nos braços, ombros largos, com um sorriso meio debochado e sedutor, adorava o que via. A atração era mútua entre eles e o clima de romance logo se estabeleceu.

À medida que o tempo passava, coisas estranhas aconteciam. Nora não sabia se os acontecimentos eram reais ou frutos de sua imaginação e estava cada vez mais apavorada. Em várias ocasiões perguntou a Patch sobre seus mistérios, porém o belo rapaz apenas dizia que ela ainda não estava pronta para saber a verdade, mas aos poucos ia lhe dando valiosas dicas.

Certa noite, ela teve a oportunidade de vê-lo sem camisa e em suas costas havia uma enorme cicatriz escura, grossa e em forma de "V" ao contrário. Lembrou do globo de vidro, das pinturas, das histórias sobre o Arcanjo caído e realizou algumas pesquisas no Google para entender melhor sobre o assunto.

Enquanto isso Nora continuava sendo seguida e vigiada nas ruas e em sua casa. Numa das tentativas de descobrir de quem se tratava, Vee acabou sendo atacada e ferida por ter sido confundida com a amiga. Posteriormente Nora negociou informações com uma mendiga de rua, dando-lhe seu casaco e gorro de cabeça. Ao se afastar da mulher ouviu alguns tiros, e quando se aproximou, viu que a mendiga havia sido assassinada.

Desesperada, Nora encontrou um orelhão e ligou para Patch. Assim que ele chegou, entraram no carro e seguiram viagem, mas não demorou muito até que o carro enguiçasse. Uma forte tempestade se aproximava, então se dirigiram para o lugar mais próximo onde poderiam se abrigar.

Chegaram ao motel completamente encharcados. O lugar estava às escuras por conta da tempestade e o quarto contava apenas com a pouca iluminação de duas velas. Nora tomou um banho e sem roupas secas vestiu a camisa menos ensopada de Patch, e ele, ficou apenas de calça, deixando seu torço nu e musculoso a mostra.

Eles se abraçaram e no instante em que se entrelaçaram os dedos de Nora tocaram sua cicatriz. O jovem ficou rijo, tenso, mas não se afastou. Imediatamente Nora entrou numa espécie de transe onde via e ouvia, mas sua presença não era notada. Descobriu que Patch era realmente um Anjo caído, cujas asas foram cortadas, seus poderes retirados e que seu objetivo era matá-la. Nesse exato momento, seus dedos se afastaram da cicatriz e o elo foi desfeito. Triste e com medo, Nora quis saber por que ele desejava acabar com sua vida e Patch revelou sua história.

Quando Anjo se apaixonara por uma humana e foi tomado imediatamente pelo desejo de possuí-la. Estava enlouquecido. Nada sabia sobre ela, mas faria qualquer coisa para poder se aproximar. Durante um tempo observou-a e pôs na cabeça que se descesse a Terra e possuísse o corpo de um humano, seria expulso do céu e se tornaria humano.

Acontece que Patch nada sabia sobre o Cheshvan, desceu em uma noite de agosto e ao retornar para o céu foi detido por uma hoste de Anjos vingadores que arrancaram suas asas e o jogaram para fora do céu. Naquele instante viu que algo não estava certo. Perdeu todos os seus poderes, se tornara uma criatura fraca, patética, não era humano, era apenas um decaído.

Em novembro de 1565, no Vale do Loire, na França, já ciente sobre o Cheshvan, obteve à força o juramento de Chauncey (filho de um Anjo caído com uma humana, pertencente à raça bíblica nefilim) prometendo serví-lo. A partir daí no início do mês hebreu do Cheshvan, durante as duas semanas entre a lua nova e a lua cheia, Patch poderia possuir e assumir o controle do corpo de Chauncey, que humilhado jurou vingança.

Patch até então acreditava ter passado por tudo aquilo por nada e durante um tempo se odiou por isso, mas não desistiu de se tornar humano, viu em Nora o meio de atingir seu objetivo. Somente quando se apaixonou por ela, se deu conta que se não tivesse caído não a teria conhecido.

Só que o mistério ainda não foi completamente esclarecido. Vee caíra nas garras de Elliot e Jules, e se Nora não fosse ao encontro deles sua amiga seria assassinada. Juntos, Patch e Nora partiram rumo ao desconhecido...

Caramba! Adorei o livro! No decorrer da história suspeitei de vários personagens e somente no final a verdadeira identidade do vilão foi revelada, para minha surpresa.

abril 28 2010

O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë

O livro é extremamente intenso, sofrido e sombrio. Descreve um amor desenfreado, desesperado, ardente e que nem a morte será capaz de matá-lo.

Heathcliff e Catherine eram crianças quando se conheceram. Da amizade surgiu o mais puro amor entre eles, que em meio às rebeldias e traquinagens próprias da idade viviam soltos, livres e selvagens. Juntos suportavam tudo, porque a força de um vinha do outro.

Embora Heathcliff tenha sido acolhido e criado como um filho pelo pai de Catherine, o jovem Earnshaw, irmão da menina, não se conformava por não ser o preferido, nutrindo assim verdadeiro ódio pelo irmão de criação.

Já adolescente, o jovem Earnshaw se afastou do Morro dos Ventos Uivantes até a morte do pai.

Ao retornar assumiu as responsabilidades do pai, mas ao contrário dele que tudo fazia por Heathcliff tratou de transformá-lo em um mero e ignorante serviçal, privando-o dos estudos e tornando-o um xucro perante Catherine. Aos poucos o jovem começou a se isolar e se afastar de sua amada e amiga.

Catherine tornara-se ainda mais linda do que quando criança. Heathcliff estava sempre a observá-la e tentando preservar a amizade e proximidade, mas ela já não lhe dava tanta atenção . Até que um dia estava a confidenciar a Nelly, sua ama, que aceitara o pedido de casamento do jovem Linton e não havia percebido a presença de seu amado e amigo, que diante da revelação foi para longe.

Anos se passaram até que Heathcliff retornou ao Morro dos Ventos Uivantes com o intuito de se vingar e tomar conta de toda a fortuna dos Earnshaw e dos Linton, para que no futuro até seus descendentes se tornassem seus empregados, trabalhando nas terras que um dia foram suas por direito.

Ele já não se parecia em nada com um pobre bronco. Havia enriquecido, aprendido bons modos, mas ainda carregava consigo a cara carrancuda de quando era menino.

Aos poucos conquistou o direito de visitar com freqüência sua amada na Granja dos Tordos, mesmo sob os protestos do marido que se doía com os excessos de cuidado que a esposa docemente dedicava ao seu rival.

Como se não bastasse, tratou de seduzir a cunhada de sua amada. Catherine apesar de amá-lo conhecia bem o seu caráter e tratou de alertar a cunhada, mas seus esforços foram em vão, já que a moça se voltou contra ela.

Com isso Heathcliff foi proibido de ir a Granja, deixando Catherine louca, com os nervos em frangalhos. Ele fugiu, se casou com Isabella.

Catherine aos poucos adoeceu de verdade dos nervos. Estava definhando. Após alguns dias se recuperou um pouco e escapou da morte, mas sua saúde já havia sido comprometida.

Mais alguns anos se passaram. Heathcliff retornou com Isabella e recomeçou com suas visitas a sua amada na ausência de seu marido, ela sempre o recebia com felicidade, mas o torturava ao culpá-lo devido a sua mente perturbada com a doença.

Numa dessas visitas o marido de Catherine já estava chegando, mas ela grávida, doente, implorou para que Heathcliff não a deixasse. Ele atendeu ao seu pedido. Quando o marido chegou ocorreu um estranhamento entre eles. Catherine passou mal, desmaiou e seu amado fora obrigado a esperar por notícias do lado de fora da casa.

Naquela noite Catherine deu a luz a sua filha para em seguida morrer. Heathcliff parecia um animal ferido, louco de fúria e desgosto. Espraguejava e clamava para que a alma de sua amada jamais o deixasse, louco de amor, desvairado com sua perda.

Embora Heathcliff e Catherine se amassem, nunca consumaram de fato esse amor. Um amor que se perpetuou entre seus descendentes, mas que só pode se concretizar após a morte de Heathcliff.

Com ele fora enterrado todo o seu amor, ódio e vingança. Há quem diga que as almas de Heathcliff e de Catherine vagam juntas por aqueles morros e brejos, mas há também aqueles que não acreditam em nada disso...

julho 20 2009

Giselle a amante do inquisidor – Mônica de Castro

Giselle a amante do inquisidor

O livro relata as crueldades cometidas na Espanha, no período da inquisição.

Esteban fora responsável pelas mais atrozes perseguições contra os considerados hereges, pois acreditava estar lutando em defesa, preservação da verdadeira fé Cristã e por julgar-se juiz da vontade divina. Qualquer um que não seguisse a ideologia católica da época estaria cometendo grave crime, a heresia.

A maioria dos supostos hereges eram pessoas muito ricas, cujos bens eram confiscados pela Santa Igreja e posteriormente igualmente divididos entre os “delatores” e o “clero”.

Giselle enriquecera nessas circunstâncias. Dona de uma beleza exótica e profundo conhecimento de magia tornara-se amante e cúmplice de Esteban ainda moça, após a morte de seu pai.

A jovem atraia facilmente o desejo e cobiça dos homens dançando em sua taberna. Seduzia os suspeitos indicados por Esteban e conseguia as informações necessárias para a instauração dos processos sobre os lençóis macios de sua cama.

Embora o cardeal representasse o Santo Ofício, mantinha seu caso amoroso, fazia vistas grossas para o envolvimento da amante com a magia e não se incomodava se ela fosse para cama com outros homens e até mulheres, desde que servissem aos seus propósitos. Orgulhava-se ao ver a cobiça dos outros na mulher que lhe pertencia.

Suspeitando da origem moura da noiva de dom Fernão, Giselle foi incumbida de investigá-lo.

Lucena, filha de dom Fernão, entregara-se ao noivo antes do casamento, segura de não ter feito nada de errado já que estavam com o casamento marcado.

Ramon, pelo acaso do destino deparou-se com o sogro na calada da noite em ato suspeito. Curioso para saber do que se tratava chegou à taberna “A Dama da noite” para observar. Lá Ramon conheceu e encantou-se por Giselle, cujas almas já se amavam de outras vidas, sem que nunca pudessem viver esse amor em sua plenitude, uma vez que ou eram ambos do sexo masculino ou ambos do sexo feminino e com isso a relação sexual era tida como proibida para os padrões da época, sendo obrigados a viver um amor platônico ou cheio de remorso, mas agora finalmente suas almas encontraram-se com sexos opostos e então viram-se livres para ter uma relação plena e sem pudores.

Devido à denúncia feita por Giselle, dom Fernão foi condenado, sofreu diversos tipos de torturas e morreu aos poucos trancado na “Virgem de Nuremberg”, uma espécie de sarcófago, cujo interior era repleto de lâminas que perfuravam partes não vitais do seu corpo, levando-o à morte lenta por hemorragia e infecção.

Dom Fernão desencarnou mergulhado no ódio. Sua filha também tomada pelo ódio aliou-se a Miguez, um padre que não suportava Giselle mesmo sem entender a razão de seu terrível sentimento.

Padre Miguez e Lucena seguiram firmes em seus planos de vingança com o auxílio do espírito amargo de dom Fernão, com o intuito de levar Giselle a julgamento.

Este livro começa pelo fim, causa febre interior e ensina que a prestação de contas dos atos cometidos é sempre inevitável. Excelente!

(Roberta Dias)

julho 2 2009

Sentindo na própria pele – Mônica de Castro

Sentindo na propria pele

O livro que retrata os tempos difíceis da escravidão no Brasil. Negros capturados e escravizados em um pequeno povoado angolano por tribos rivais, tornando-se serviçais de seus senhores negros, objetos a serem vendidos ou trocados por um punhado de fumo e de cachaça com os brancos.

Assim começa a historia de Mudima, "folha do limoeiro". Aos 9 anos de idade fora arrancada de sua África amada, cruzando o oceano e trazida ao Rio de Janeiro, num porão fétido de um navio negreiro.

Mudima foi dada como presente de aniversário a pequena sinhazinha Aline, apenas um ano mais velha que ela e a partir daí passou a chamar-se Tonha, em homenagem à falecida cadelinha de sua sinhazinha, que morrera debaixo das patas de uma égua.

Com o passar do tempo, Aline tornara-se amiga de Tonha. Amigas inseparáveis, Aline, mesmo sem compreender sentia enorme carinho por Tonha, sendo capaz de dar sua vida para salvá-la.

Anos depois, em meio ao medo, ódio e inveja, as moças descobriram o "amor". Aline com o jovem Cirilo e Tonha com Inácio, um médico recém formado, branco e de lindos olhos azuis.

O sofrimento sempre nos leva a questionamentos, então destaquei um trecho do livro para reflexão:

"O coração guarda ressentimentos que sobrevivem por séculos, e como não conseguimos enxergar que somos nós mesmos que provocamos o mal de que somos vítimas, costumamos nos vingar de nossos semelhantes".

Esse livro é simplesmente lindo! Valeu cada sorriso ou lágrima derramada por mim.

Tonha, morreu aos 97 anos de idade, libertando-se assim do medo e das lágrimas, podendo então seguir a verdadeira vida de amor, luz e paz.

(Roberta Dias)