maio 22 2014

Estilhaça-me – Tahereh Mafi

Livro entilhaca-me

O romance Estilhaça-me, de Tahereh Mafi, publicado pela Editora Novo Conceito, tradução de Robson Falchetti, é o primeiro da autora, considerado sedutor por Lauren Kate do The New York Times e, conta a trajetória dolorosa de uma menina por ter nascido com um dom.

Ainda pequenina fora trancada em seu quarto por seus pais, pelo medo que sentiam dela e pela ideia de terem gerado um monstro.

Rejeitada pelos próprios pais e pela sociedade Juliette fora trancafiada e largada á própria sorte em um manicômio como se fosse louca. Um quadrado de concreto frio, úmido, sem iluminação, apenas uma porta de ferro e uma janela pequena demais de vidro por onde passava a claridade do sol e da lua.

Juliette sempre dizendo a si mesma “eu não sou louca”, vivia em seu mundo particular. Aprendeu sozinha como sobreviver às maldades em que era submetida naquele lugar, e apesar da fragilidade de seu corpo já magro, das dores que sentia em seus ossos e de sua mente torturada com a ideia de ser realmente uma aberração monstruosa.

Aos dezessete anos avisaram-na que ela teria um companheiro de cela e ao ver que se tratava de um rapaz temeu ainda mais por sua vida. A presença daquele rapaz criou um conflito dentro de seu ser porque mesmo apavorada havia algo que lhe dará a certeza de já conhecê-lo e, conhecia mesmo, ele fora seu coleguinha de escola, o único que a olhava como ser humano.

Era boa a sensação de ter alguém com quem conversar mesmo com o pavor de ser uma armadilha para mata-la, mas nem por isso a jovem deixou de orientá-lo e ajuda-lo para que ele não sofresse com as mesmas situações que ela enfrentou lá dentro. Adam que ao chegar a tratou de forma grosseira, mas não ficou insensível ao gesto dela para com ele.

E assim duas semanas se passaram quando ambos ouviram as duas batidas na porta e uma voz dizendo-lhes para que saíssem porque seriam transferidos para outro local, que na verdade era um quartel altamente vigiado.

Ao sair Juliette surpreendeu-se com o que havia restado de seu antigo mundo devastado pelos mesmos homens que garantiram reestabelecer a ordem e a normalidade, o que se provou ser uma mentira, já que estavam dominados apenas pelo desejo de destruição e poder.

No quartel a jovem conheceu Warner, viu muitos soldados leais sob seu comando, quando tomou ciência de que Adam havia sido colocado propositalmente em sua cela e, mesmo sentindo-se traída por ele, algo a impedia de sentir raiva dele.

Adam foi designado para vigiar Juliette e não demorou muito para que ela se desse conta de que ele não era um traidor, mas sim seu aliado por algo muito maior que os dominava, o amor que um sentia pelo outro.

Warner estava fascinado pelo dom de Juliette, especialmente pelo poder que teria tendo-a como aliada, porém a jovem não desejava machucar as pessoas, mas precisou jogar segundo as regras para ganhar tempo até arrumar uma forma de fugir.

Inesperadamente surge a oportunidade de fuga, não era bem o planejado, mas Adam e Juliette escaparam e se esconderam na casa que Adam construiu, mas ambos sabiam que muito em breve teriam de partir, mas imensa fora a alegria de Adam ao rever seu irmão James de dez anos de idade, mais um sobrevivente órfão por culpa do sistema.

Completamente cansados eles dormem e pela manhã se assustam com as batidas na porta. Juliette congela de medo imaginando ser Warner atrás deles, mas era Kenji, um soldado que por ser amigo de Adam foi torturado para revelar o paradeiro deles, contudo conseguiu fugir. Apesar da desconfiança de ser uma emboscada Adam cuidou dos ferimentos de Kenji, quando os soldados invadiram as ruas e na tentativa de fuga Adam se feriu gravemente.

Com uma força interior extraordinária Juliette escapa de Warner e segue em busca de Adam. Quando o encontra ambos rezam para que Kenji e James estivessem no local combinado. Sem opção eles decidem crer que Kenji realmente tem um local onde possam se esconder em segurança e ele não mentiu quanto a isso.

Assim que eles chegaram Adam imediatamente fora levado numa maca para a área médica. Juliette ainda desconfiada inutilmente pergunta sobre seus amigos, mas também recebia tratamento para o corpo e para alma revigorando suas energias, enquanto James estava sendo muito bem assistido pelos que ali residiam.

Após alguns dias Juliette teve a oportunidade de conhecer um pouco mais o local. Conversou com as pessoas, com o responsável por tudo aquilo, tomou conhecimento que lá a maior parte das pessoas tinha algum tipo de dom assim como ela e que permaneciam lá para aprenderem a lidar e controlar estes dons, usando-os em benefício de um bem coletivo.

Finalmente Juliette compreendeu que não era uma aberração e se tranquilizou ao ver seu amado Adam completamente recuperado de suas lesões, o pequeno James alegre, Kenji como sempre brincalhão, protegidos e se preparando para a batalha contra a ganância pelo poder que ainda estava lá fora a procura de Juliette, exterminando pessoas inocentes e os recursos naturais do planeta.

Quando segurei este livro nas mãos vi que se tratava de um romance e, como nunca escondi de ninguém eu realmente aprecio ler romances, mas o que mais achei curioso foi às frases da capa:

Tenho uma maldição.
Tenho um dom.

Sou um monstro.
Sou sobre-humana.

Meu toque é letal.
Meu toque é poder.

Sou a arma deles.
Lutarei contra eles.

Imediatamente o separei e comprei. A parte do romance deixo a cargo de vocês caso se interessem e desejem ler o livro como fiz e, tirando suas próprias conclusões, até mesmo retornando aqui para trocarmos ideias.

(Roberta Dias)

julho 12 2009

Muitas vidas, muitos mestres – Brian Weiss

Muitas vidas, muitos mestres

O livro conta a experiência do psiquiatra Brian Weiss com uma de suas pacientes. Catherine, extremamente atraente, cabelos louros e olhos cor de mel trabalhava como técnica de laboratório no mesmo hospital em que o Dr. Weiss era chefe da sessão de psiquiatria.

Devido a sua aparência e boa forma, a moça trabalhava como modelo de roupas de banho para ter um dinheiro extra.

Quando criança, fora educada numa família católica conservadora. Tinha medo de água, de engasgar, a ponto de não conseguir engolir pílulas. Acordava várias vezes à noite, tinha crises de sonambulismo e sua depressão era crescente.

Mantinha um caso com Stuart. Casado, pai de dois filhos, médico bem sucedido, forte e agressivo, ele despertara uma paixão na jovem a beira do enfeitiçamento.

Por conta dos constantes sonhos, pânico e depressão, Catherine buscou a ajuda de Dr. Weiss, que a princípio, percebendo o profundo sofrimento de sua paciente, começou a investigar os fatos da vida da moça desde a sua infância, a fim de descobrir a origem dos seus problemas.

Catherine não recordara de nenhum fato traumático de quando era criança, contudo não confiava facilmente nas pessoas e por isso tinha poucos amigos.

Dr. Weiss explorou seus sentimentos e sonhos para reconhecer seus padrões de comportamento. Embora Catherine tenha lembrado de detalhes importantes de seu passado recente e de passar a enfrentar melhor seu relacionamento amoroso, não obteve progresso com o tratamento e suas crises estavam cada vez mais constantes.

Após uma visita a uma exposição egípcia de um museu de arte em 1982, surpreendera-se quando corrigiu o guia e ficou a perguntar-se como poderia saber daquelas coisas. A partir de então, finalmente aceitou ser tratada com a hipnose, a muito sugerida por seu médico.

Dr. Weiss, a medida em que a hipnotizava sentiu-se confuso, uma vez que Catherine descreveu sua vida como Aronda no ano de 1863 a.C. detalhadamente. Ao pedir para que avançasse no tempo, viu-se numa outra vida com 25 anos e uma filha.

Assim, em meio ao próprio assombro Dr. Weiss seguiu registrando todas as vidas passadas de Catherine, vidas das quais ele também fizera parte.

O livro é bem interessante, então segue alguns trechos para reflexão:

“O conhecimento teórico, sem aplicação prática, não basta”.

“Negligenciam-se o equilíbrio e a harmonia. Tudo se faz em excesso”.

“Quem corre esquece de si mesmo e dos outros porque tem pressa demais”.

“As pessoas parecem excessivamente mesquinhas. Bebem demais, fumam demais, se divertem demais (ou de menos), falam muito sem dizer nada, preocupam-se exageradamente. Pensa-se muito em termos de branco ou preto. Tudo ou nada. Essa não é à maneira da natureza”.

“Atinge-se o estado permanente pelo conhecimento e a compreensão. Ele se mantém pelo comportamento físico, pelos atos e ações, pela prática. É pegar algo quase místico e transformá-lo em familiar e cotidiano através da prática, torná-lo um habito”.

“Compreender que ninguém é maior que ninguém. Sentir isso. Praticar o auxílio ao outro. Remamos todos no mesmo barco. Se não nos esforçarmos juntos, ficaremos sozinhos”.

“Às vezes as perguntas são complicadas e as respostas, simples”.

(Roberta Dias)