dezembro 20 2010

Respirando Livremente

Antes do amanhecer,
Tudo andava tão escuro,
Mas assim que os olhos se abriram,
O brilho do sol, lindo e divino,

Inundou o peito de esperança,
Reabasteceu o tanque seco,
Com sorrisos e sentimentos alegres,
Energias boas e leves,

Que gostosura!
Adeus pesadelos,
Adeus noites de insônia,

Que delícia dormir a noite inteira!
Sonhar e não se lembrar de nada ao acordar,
Manter o coração aberto,

Não se pode mudar o que passou,
Mas é possível reescrever um novo final,
Amando cada vez mais sem restrições e sem mágoas…

(Roberta Dias)

julho 31 2009

Ponto de Convergência

Ausência de Concentração,
É preciso focar, fitar os olhos,
Encarar sem receio,
Ajustar a arma,

Regular para a melhor pontaria,
Ter indícios certos,
Conhecer bem o alvo,
Antes que comece a prova,

A situação é difícil, o transe não é bem vindo,
Nenhuma demonstração da verdade,
Planos ardilmente ocultados,

Sentimentos dissimulados,
Intenções encobertas,
Nada é notado.

(Roberta Dias)

julho 12 2009

Muitas vidas, muitos mestres – Brian Weiss

Muitas vidas, muitos mestres

O livro conta a experiência do psiquiatra Brian Weiss com uma de suas pacientes. Catherine, extremamente atraente, cabelos louros e olhos cor de mel trabalhava como técnica de laboratório no mesmo hospital em que o Dr. Weiss era chefe da sessão de psiquiatria.

Devido a sua aparência e boa forma, a moça trabalhava como modelo de roupas de banho para ter um dinheiro extra.

Quando criança, fora educada numa família católica conservadora. Tinha medo de água, de engasgar, a ponto de não conseguir engolir pílulas. Acordava várias vezes à noite, tinha crises de sonambulismo e sua depressão era crescente.

Mantinha um caso com Stuart. Casado, pai de dois filhos, médico bem sucedido, forte e agressivo, ele despertara uma paixão na jovem a beira do enfeitiçamento.

Por conta dos constantes sonhos, pânico e depressão, Catherine buscou a ajuda de Dr. Weiss, que a princípio, percebendo o profundo sofrimento de sua paciente, começou a investigar os fatos da vida da moça desde a sua infância, a fim de descobrir a origem dos seus problemas.

Catherine não recordara de nenhum fato traumático de quando era criança, contudo não confiava facilmente nas pessoas e por isso tinha poucos amigos.

Dr. Weiss explorou seus sentimentos e sonhos para reconhecer seus padrões de comportamento. Embora Catherine tenha lembrado de detalhes importantes de seu passado recente e de passar a enfrentar melhor seu relacionamento amoroso, não obteve progresso com o tratamento e suas crises estavam cada vez mais constantes.

Após uma visita a uma exposição egípcia de um museu de arte em 1982, surpreendera-se quando corrigiu o guia e ficou a perguntar-se como poderia saber daquelas coisas. A partir de então, finalmente aceitou ser tratada com a hipnose, a muito sugerida por seu médico.

Dr. Weiss, a medida em que a hipnotizava sentiu-se confuso, uma vez que Catherine descreveu sua vida como Aronda no ano de 1863 a.C. detalhadamente. Ao pedir para que avançasse no tempo, viu-se numa outra vida com 25 anos e uma filha.

Assim, em meio ao próprio assombro Dr. Weiss seguiu registrando todas as vidas passadas de Catherine, vidas das quais ele também fizera parte.

O livro é bem interessante, então segue alguns trechos para reflexão:

“O conhecimento teórico, sem aplicação prática, não basta”.

“Negligenciam-se o equilíbrio e a harmonia. Tudo se faz em excesso”.

“Quem corre esquece de si mesmo e dos outros porque tem pressa demais”.

“As pessoas parecem excessivamente mesquinhas. Bebem demais, fumam demais, se divertem demais (ou de menos), falam muito sem dizer nada, preocupam-se exageradamente. Pensa-se muito em termos de branco ou preto. Tudo ou nada. Essa não é à maneira da natureza”.

“Atinge-se o estado permanente pelo conhecimento e a compreensão. Ele se mantém pelo comportamento físico, pelos atos e ações, pela prática. É pegar algo quase místico e transformá-lo em familiar e cotidiano através da prática, torná-lo um habito”.

“Compreender que ninguém é maior que ninguém. Sentir isso. Praticar o auxílio ao outro. Remamos todos no mesmo barco. Se não nos esforçarmos juntos, ficaremos sozinhos”.

“Às vezes as perguntas são complicadas e as respostas, simples”.

(Roberta Dias)