julho 11 2009

Sono

Quanta saudade!
Tenho uma lembrança grata da pessoa ausente,
Mas estou cansada, com sono,
Ainda não sei bem,

Se o que sinto é bom ou ruim,
Apenas sinto,
O sono embala os dias,
Mas quando a noite chega, não durmo,

Rolo de um lado para o outro, ouço boas músicas, leio ótimos livros,
E ainda assim não durmo, quero a insensibilidade dos sentidos,
Que o repouso proporciona, quero o sono dos justos,

E minha mente como uma sentinela,
simplesmente não deixa de exercer,
Sua eterna vigilância.

(Roberta Dias)

julho 5 2009

Violetas na Janela – Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho

Violetas na Janela

O livro conta à história de sua doce sobrinha Patrícia. Linda moça loura, de cabelos cacheados e compridos, olhos azuis feito pedaço do céu, pura, alegre, estudiosa e inteligente.

Com sua alma delicada e simplicidade, Patrícia encantara a todos e fez da Doutrina Espírita uma meta de vida, assim como seus pais.

Patrícia desencarnou aos 19 anos, após uma veia romper em seu cérebro. Seus pais embora sentissem a dor da saudade e da perda física de sua filha amada, não entregaram-se ao desespero e ao pensar e lembrar dela enchiam-se de carinho, ternura e resignação, emanando energias de verdadeiro amor e paz, fazendo com que a filha se sentisse protegida, amparada e apta a seguir em frente no plano espiritual.

A mãe de Patrícia cultivava lindas violetas que enfeitavam os vitrôs de sua casa e com a constante saudade vinda do amor não satisfeito pela ausência da filha querida, Anézia emanava seu amor, uma oferta contínua, fluídos que condensados, presenteavam Patrícia com maravilhosas violetas iguais as que sua doce mãe cultivava em casa.

Com tanto amor, Patrícia sentia-se fortalecida e contente. Segundo ela, “Amor de mãe é como um farol a iluminar seus entes queridos e a perfumar suas existências”.

Fiquei emocionada demais com as palavras escritas neste livro. Chorei muito e também sorri. Simplesmente lindo!

Como boas palavras sempre fazem bem, destaquei alguns trechos:

“A vontade está no desejo e devemos educar nossa vontade”.

“Devemos compreender sem ilusão o que realmente somos, e não o que pensamos ser”.

“Ninguém socorre um náufrago sem sofrer o chicote das ondas”.

“Pai, alimenta a minha vontade de aprender e de ser útil”.

Além de “Violetas na Janela”, três outros livros foram ditados por Patrícia: “Vivendo no mundo dos Espíritos”, “A casa do Escritor” e “O vôo da Gaivota”.

Esses três últimos ainda não li, mas quando meu coração for tocado e eu estiver pronta, nem antes e nem depois, vou ler e assim poderei escrever e contar algo sobre eles.

(Roberta Dias)