abril 22 2018

Entre a Terra e o Céu – Pelo Espírito André Luiz – Francisco Cândido Xavier

Entre a Terra e o Céu

Entre a Terra e o Céu é um livro cativante que narra um romance cujo os personagens se encontram, se afastam e se reencontram para o ajuste de contas, perdão, amor e progresso moral de cada um de acordo com as Leis e misericórdia divina.

Em torno da prece todo desejo é manancial de poder. Senhores das próprias criações e escravos delas, o espírito pede, obtém e paga por todas as aquisições.

No cenário terrestre a conduta de um indivíduo pode gerar circunstâncias em seu benefício ou desfavor, atenuar ou agravar suas faltas, pois a forma do pensamento é o que dá feição ao destino. Toda e qualquer obsessão penetra, tortura, causa inquietação e desequilíbrio a mente e ao espírito e, nas sendas de provas, cada um é responsável pelas ideias que nasçam de si.

Aquele que fica parado em lembranças desagradáveis, que não perdoa ao próximo e nem a si mesmo, afasta todos a sua volta derramando o amargor das queixas e censuras de uma permanente irritação rumo a eterna solidão.

Devedores um dos outros, laços mil unem corações e o amor é a forma divina que alimenta, enquanto o trabalho para o bem é o maior patrimônio de um filho da eternidade, que no esquecimento temporário recebe no coração o adversário de ontem para o reajuste e regeneração, já que em todos os lugares e tempos se vive as consequências dos próprios atos. Não vale fugir as responsabilidades. O tempo é inflexível e o trabalho que nos compete não será transferido a ninguém.

A cultura intelectual não é a base para a felicidade, mas ela auxilia no engrandecimento da alma, pois quem não sabe ler não sabe ver como se deve, portanto, não basta ter o instinto, o conhecimento proporciona maior responsabilidade e renovação.

O orgulho, a vaidade, a tirania, o egoísmo, a preguiça e a crueldade são vícios da mente que muito podem ferir, mas um dia há de se descobrir que a cura para todos esses males reside no próprio homem.

(Roberta Dias)

junho 29 2010

Reconhecer…

Saber ver as coisas do jeito que são. Parece fácil? Nem sempre. Há dentro de nós uma força imensa dificultando nossa visão.

Observando como ela surge dentro de mim, mascarando atitudes, vestindo-se com os mais diferentes papéis, esforçando-se para encobrir a realidade, me pergunto por quê e para quê.

Assombra-me por vezes constatar que, apesar de minha perspicácia tão aguda em certos momentos e para determinadas coisas, eu seja capaz de ser tão ludibriado e tão fragorosamente enganado em outras, não as enxergando senão através da ótica viciada de minhas ilusões.

Se por um lado pode parecer decepcionante, por outro convida a pensar com mais calma e a ser mais humilde, pois exatamente no momento em que nos julgamos aptos, quando percebemos um pouco mais de nossa realidade interior, exatamente quando acreditamos ter amadurecido por termos conseguido compreender melhor a vida, as coisas e a nós mesmos, é que, subitamente, deparamos com aspectos novos de nossa realidade interior, inesperados e até a pouco ignorados, escondidos ferozmente pela ilusão.

Reconhecer a própria alma significa assumir seu lugar, crescer, ser consciente, passar de observador a cooperador, de cego tatear nas trevas a caminhada clara e definida no rumo certo.

Se reconhecer o que somos nos leva a tudo isso, que força é essa que nos oprime e desvia, que estabelece condições passageiras, que desfigura os fatos e os traveste de receios?

Perguntas que tenho feito…

Penso, de vez em quando, em como seria bom se eu pudesse livrar-me delas para sempre e pensando nisso, comecei a observar com atenção os pensamentos que iam pela minha cabeça.

Ver as coisas como são, significa ser falível em certos casos, é não ter habilidade para certas coisas, ou então possuir alguma tendência…

Perceber que você não é tão honesto como supunha, que no fundo ainda desejaria “ganhar” dos outros, seja lá o que for, é demais para qualquer um, afinal ser honesto é o grande mito de todos nós. Enchemos a boca para falar em honestidade e todos sabemos explicar muito bem o que seja essa qualidade, mas quem de nós admitiria não a possuir integralmente?

Pois é, a vida nos coloca em circunstâncias tais que de repente descobrimos nossa desonestidade, nosso constante iludir, criando pensamentos obstruidores, impedindo-nos de ver como somos.

Mas uma coisa eu sei, não há nada melhor que a verdade. Quanto mais verdade, mais progresso; quanto mais progresso, mais felicidade; quanto mais felicidade, mais alegria e luz.

(Silveira Sampaio)

junho 24 2010

Palavras…

Quando leio busco conhecimento, esclarecimento, distração e prazer. Não faço das palavras encontradas nos livros uma verdade absoluta, mas se elas dulcificam o meu coração, me alegram e fortalecem a minha fé, por que não me apropriar delas?

Não há como calcular o poder das palavras, tampouco prever o quanto elas podem ser devastadoras, mas certamente também podem ser aplicadas em forma de inspiração e incentivo.

Escrever aos outros é como doar um pouco de si, é partilhar, e sempre que partilhamos trocamos experiências, nos mantemos próximos de alguém ou pelo menos tentamos.

Há quem acredite, que discorrer sobre qualquer assunto seja uma perda de tempo e que a vida corrida exige praticidade, mas se a vida está sempre em movimento e rumo ao progresso, onde diabos encontram tempo para o tédio?

(Roberta Dias)

julho 12 2009

Muitas vidas, muitos mestres – Brian Weiss

Muitas vidas, muitos mestres

O livro conta a experiência do psiquiatra Brian Weiss com uma de suas pacientes. Catherine, extremamente atraente, cabelos louros e olhos cor de mel trabalhava como técnica de laboratório no mesmo hospital em que o Dr. Weiss era chefe da sessão de psiquiatria.

Devido a sua aparência e boa forma, a moça trabalhava como modelo de roupas de banho para ter um dinheiro extra.

Quando criança, fora educada numa família católica conservadora. Tinha medo de água, de engasgar, a ponto de não conseguir engolir pílulas. Acordava várias vezes à noite, tinha crises de sonambulismo e sua depressão era crescente.

Mantinha um caso com Stuart. Casado, pai de dois filhos, médico bem sucedido, forte e agressivo, ele despertara uma paixão na jovem a beira do enfeitiçamento.

Por conta dos constantes sonhos, pânico e depressão, Catherine buscou a ajuda de Dr. Weiss, que a princípio, percebendo o profundo sofrimento de sua paciente, começou a investigar os fatos da vida da moça desde a sua infância, a fim de descobrir a origem dos seus problemas.

Catherine não recordara de nenhum fato traumático de quando era criança, contudo não confiava facilmente nas pessoas e por isso tinha poucos amigos.

Dr. Weiss explorou seus sentimentos e sonhos para reconhecer seus padrões de comportamento. Embora Catherine tenha lembrado de detalhes importantes de seu passado recente e de passar a enfrentar melhor seu relacionamento amoroso, não obteve progresso com o tratamento e suas crises estavam cada vez mais constantes.

Após uma visita a uma exposição egípcia de um museu de arte em 1982, surpreendera-se quando corrigiu o guia e ficou a perguntar-se como poderia saber daquelas coisas. A partir de então, finalmente aceitou ser tratada com a hipnose, a muito sugerida por seu médico.

Dr. Weiss, a medida em que a hipnotizava sentiu-se confuso, uma vez que Catherine descreveu sua vida como Aronda no ano de 1863 a.C. detalhadamente. Ao pedir para que avançasse no tempo, viu-se numa outra vida com 25 anos e uma filha.

Assim, em meio ao próprio assombro Dr. Weiss seguiu registrando todas as vidas passadas de Catherine, vidas das quais ele também fizera parte.

O livro é bem interessante, então segue alguns trechos para reflexão:

“O conhecimento teórico, sem aplicação prática, não basta”.

“Negligenciam-se o equilíbrio e a harmonia. Tudo se faz em excesso”.

“Quem corre esquece de si mesmo e dos outros porque tem pressa demais”.

“As pessoas parecem excessivamente mesquinhas. Bebem demais, fumam demais, se divertem demais (ou de menos), falam muito sem dizer nada, preocupam-se exageradamente. Pensa-se muito em termos de branco ou preto. Tudo ou nada. Essa não é à maneira da natureza”.

“Atinge-se o estado permanente pelo conhecimento e a compreensão. Ele se mantém pelo comportamento físico, pelos atos e ações, pela prática. É pegar algo quase místico e transformá-lo em familiar e cotidiano através da prática, torná-lo um habito”.

“Compreender que ninguém é maior que ninguém. Sentir isso. Praticar o auxílio ao outro. Remamos todos no mesmo barco. Se não nos esforçarmos juntos, ficaremos sozinhos”.

“Às vezes as perguntas são complicadas e as respostas, simples”.

(Roberta Dias)