julho 14 2016

Terra de Aprendiz

Fala-se em amor, paz, luz,
Amizade, caridade, salvação,
Toda glória, toda dor,
De uma vida passageira (eterna),

Numa Terra de expiações,
Escola Universal,
De irmãos de todas as partes,
Unidos em sintonias mil,

Agarrando-se à esperança,
Para suplantar os medos,
E seguir a diante,

Sem voltar a um estado anterior,
Do que foi conquistado, aprendido,
Ao que chamam Evolução.

(Roberta Dias)

outubro 7 2013

Teus Ensinamentos

Às vezes tudo parece ir tão bem,
Mas num segundo depois algo surge,
Faz-nos lembrar, sentir novamente a dor,
E não é possível fugir,

Mãe, mesmo após séculos,
Nada mudará meu amor por ti,
E ainda que estejas no céu irei defendê-la,
Pois minha melhor e maior amiga és tu,

Ando em busca de paz, de aprendizado,
Necessito evoluir no que há de mais valioso,
Libertar-me dos maus exemplos,

Praticar o perdão, o amor ao próximo,
Distanciar-me do que em nada agrega,
E mesmo que eu vacile não desistir.

(Roberta Dias)

dezembro 5 2010

Confraternização de fim de ano…

Equipes sorridentes,
Apesar das dificuldades,
Pressões e cobranças,
De todos os dias do ano,

Unidas umas as outras,
Em abraços, cumprimentos,
Danças, conversas, brincadeiras,
Na simples satisfação de estarem juntas,

Ainda que com diferenças culturais e sociais,
Num único dia do ano, tornam-se iguais,
Confraternizam em paz,

Soltam seus balões de sonhos,
Várias vozes em uma, gritando VIVAAA,
Com olhares voltados para o céu e colorido de esperanças…

(Roberta Dias)

abril 29 2010

Bússola-biruta…

Uma boa definição para os sentidos humanos!

Dificilmente reconhecemos numa coisa ruim algo de proveitoso e é impressionante como quase sempre significa a oportunidade de renascer.

Renascer para um convívio melhor, para uma vida mais feliz, serena, aprendendo a perdoar aos outros e a nós mesmos.

Daqui para frente se me perguntarem: você tem inimigos? Vou responder: não! Talvez algumas pessoas me tenham como inimiga, mas está aí um problema que não é meu, uma conta que não vou ter de prestar com Deus.

Não pretendo com isso cobrir essas pessoas com afagos, nem aproximá-las de mim ou torná-las amigas. Que elas sigam seus caminhos em paz e não ousem atrapalhar o meu.

julho 2 2009

Sentindo na própria pele – Mônica de Castro

Sentindo na propria pele

O livro que retrata os tempos difíceis da escravidão no Brasil. Negros capturados e escravizados em um pequeno povoado angolano por tribos rivais, tornando-se serviçais de seus senhores negros, objetos a serem vendidos ou trocados por um punhado de fumo e de cachaça com os brancos.

Assim começa a historia de Mudima, "folha do limoeiro". Aos 9 anos de idade fora arrancada de sua África amada, cruzando o oceano e trazida ao Rio de Janeiro, num porão fétido de um navio negreiro.

Mudima foi dada como presente de aniversário a pequena sinhazinha Aline, apenas um ano mais velha que ela e a partir daí passou a chamar-se Tonha, em homenagem à falecida cadelinha de sua sinhazinha, que morrera debaixo das patas de uma égua.

Com o passar do tempo, Aline tornara-se amiga de Tonha. Amigas inseparáveis, Aline, mesmo sem compreender sentia enorme carinho por Tonha, sendo capaz de dar sua vida para salvá-la.

Anos depois, em meio ao medo, ódio e inveja, as moças descobriram o "amor". Aline com o jovem Cirilo e Tonha com Inácio, um médico recém formado, branco e de lindos olhos azuis.

O sofrimento sempre nos leva a questionamentos, então destaquei um trecho do livro para reflexão:

"O coração guarda ressentimentos que sobrevivem por séculos, e como não conseguimos enxergar que somos nós mesmos que provocamos o mal de que somos vítimas, costumamos nos vingar de nossos semelhantes".

Esse livro é simplesmente lindo! Valeu cada sorriso ou lágrima derramada por mim.

Tonha, morreu aos 97 anos de idade, libertando-se assim do medo e das lágrimas, podendo então seguir a verdadeira vida de amor, luz e paz.

(Roberta Dias)