maio 27 2018

Frutos

O mundo em suas elevadas características de inteligência, reclama frutos para examinar as sementes dos princípios.

Em razão disso, necessita o homem aprender com a boa árvore e converter seu aprendizado em utilidades para si próprio e para as demais criaturas, já que viver significa trabalhar e ser útil, por isso convém um esforço para uma autoanálise a fim de identificar as qualidades de suas próprias ações.

Algumas palavras e ações apenas nos remetem a árvore condenada e podre, então devemos conhecer bem os frutos de nossa vida e avaliar se beneficiam a nós mesmos e as demais pessoas ou se apenas prejudicam.

Indiscutivelmente, a atualidade reclama ensinos com valores edificantes dentro dos lares, das escolas, nos templos religiosos, ou mesmo em rodinhas de amigos, para que o homem consiga realizar a mais difícil das tarefas, que é a de viver e morrer fiel ao supremo bem e para isso a vida está aí e representa vasta oportunidade de escolhas para o bem, logo só escolhe o mal quem quer.

Adaptado por Roberta Dias – Livro Caminho e vida – Pelo Espírito Emmanuel

Ver:
– “Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. – Jesus (Mateus, 7:20)”

outubro 22 2013

Pesquisa sobre o Amor – J. Herculano Pires – Parte 2

Pesquisa sobre o Amor

Freud exalta na psicanálise a importância da parelha pai-mãe para o desenvolvimento de uma criança. Um pai e uma mãe têm funções específicas definidas e insubstituíveis na formação de um filho (a), no desenvolvimento de seu ego e superego.

Dentro do aspecto fundamental o amor une dois seres como se fossem apenas um, vencendo todas as dificuldades, contratempos da existência, ignorando o fastio da rotina e nenhum pode substituir qualquer dos dois, e se um morrer o outro continuará fiel a sua memória até o fim de sua vida, evitando situações vexatórias em que pessoas maduras se colocam em risco, se expõem ao ridículo por ignorância e somente a pré-disposição de enxergar com clareza e os recursos culturais podem afugentar as trevas e a cegueira oriundas da ingenuidade, vaidade, teimosia, fragilidade e pelo doce sabor deixado pelas ilusões passageiras, porque o ato do amor é pessoal, individual e ôntico. Ele brota da estrutura psíquica de uma pessoa definindo da ação relacional de um indivíduo para o outro.

O homem é inferior diante da imensidade cósmica. Numa avaliação quantitativa esta inferioridade é compensada qualitativamente justamente pela importância de suas potencialidades, afinal todos nós somos capazes de aprender, de saber diferenciar o certo do errado, o bem do mau, mas usará de seu livre arbítrio para fazer suas escolhas. Infelizmente o empobrecimento do amor precipita a queda de todos os valores do espírito em ascensão.

O desespero e a tensão das fases da permanência dos valores e anseios fora do esquema consciencial necessita romper com sua própria natureza, desumanizando-se e caindo na barbárie, tornando a luta contra as leis da consciência numa luta contra a humanidade e a pretensão humana, paga bem caro pelo seu atrevimento.

Porém como lidar com o misto de terror, prazer, angústia e culpa com todas as variações emotivas e desequilíbrios sensoriais da personalidade psiconeurótica? Tudo isso se torna algo meio que tóxico-alucinógeno e de extremo poder de viciação, o charco do amor, que após transbordar passa a ser desejo, loucura. As grandes potências ciosas de seus segredos e poderio preparam em silêncio a liquidação atômica do planeta. Assim não adianta pregar o amor a um mundo enlouquecido, todavia se na maior parte do tempo agirmos, pensarmos e falarmos com amor, já estaremos dando nossa contribuição. Todos nós somos amor e cada vez que quisermos dar um pouco de nós mesmos aos outros já seremos uma pequena fonte, como um pequenino oásis em que borbulha a fonte de água pura e fresca diante de um viajante.

Equivocados estão os que acreditam que o amor é fruto da convivência, porque amor é uma coisa e convivência é outra bem diferente. É obvio que da convivência possa surgir uma forma de amor “comodista” onde ambas as partes se fazem de “muletas” uma da outra. Só que isso está longe de ser chamado de amor, aquele amor com letra maiúscula, poético, encantador, pleno e preenchedor que todos sonhamos em viver, segundo Sócrates nos livrando do vazio, mas esse amor não nasce da convivência. Em relacionamentos assim se estabelece uma espécie de tolerância onde um atura o outro de acordo com suas conveniências.

Continuação…

(Roberta Dias)

novembro 2 2010

Diários do Vampiro – Reunião Sombria – L. J. Smith

Em “A Fúria”, Elena descobriu que Katherine era o “Outro Poder”, que forjara a própria morte, deixando no local onde os amantes encontraram suas cinzas, apenas o anel de pedra azul que permitia que ela ficasse exposta ao sol e uma carta, onde ela pedia aos irmãos, que por amor a ela, se tornassem amigos e curtissem a imortalidade, mas como eles não foram capazes de atender ao seu último pedido, decidiu se vingar.

Katherine partiu rumo a Fell’s Church e induziu seus ex amantes a irem para lá, acreditando que eles sofreriam e sentiriam remorso com a extrema semelhança entre Elena e ela. Assim se infiltrou na casa de Elena, como uma gatinha branca de estimação e assumia diversas formas para controlar os passos de todos. Ela ficou irada por Stefan ter se apaixonado por Elena, tê-la pedido em casamento, dando a ela o anel que era seu e por Damon disputá-la com o irmão, além do fato de terem se unido a pedido de Elena para lutar contra o “Outro Poder”.

Diante de sua vaidade ferida, conseguiu atraí-los para a sua armadilha através da paranormalidade de Bonnie. Amarrados, feridos e desprovidos dos seus anéis, Stefan, Elena e Damon, morreriam queimados se expostos ao sol, então Elena partiu para o combate, eliminando Katherine e sacrificando a própria vida.

“Reunião Sombria” começa agora. Já se passaram seis meses desde que Elena faleceu. Bonnie se comunica com ela através de sonhos, acredita, sente a presença da amiga, mas não compreende com clareza os recados que ela tenta transmitir com tanta urgência.

Caroline, com a ajuda de Bonnie prepara uma festa surpresa de aniversário para Meredith. A meia noite, as meninas já deitadas no quarto de Caroline, começam a lembrar de Elena e Bonnie comenta sobre os sonhos que teve. Pronto! A partir daí surge à idéia de tentar conversar com o espírito de Elena.

Ok, quem nunca brincou de algo parecido? Tipo um tabuleiro, letrinhas em pedaços de papel, um copo emborcado, uma velinha acesa, os participantes sentados formando um círculo em torno do tabuleiro, um participante com o dedo sobre o copo (teoricamente sem encostar o dedo) e fazendo perguntas como tem alguém aí? O que você quer? Está aqui para o bem ou para o mal? Enfim, quando moleca eu bem que tentei brincar, mas quando achei ter visto o copo mexendo, meti o pé, saí correndo apavorada e nunca mais quis saber disso e hoje dou boas risadas quando lembro, mas voltando ao livro…

Caroline manda Vickie ir buscar sua tábua Ouija na última prateleira do armário no corredor, quando, de repente, escutam os gritos de Vickie. Elas correm para ver o que aconteceu e a jovem alega que algo de dentro do armário segurou sua mão. Olharam daqui, dalí e como não viram nada desceram para fazer a brincadeira na sala. Elena começou a se comunicar com elas e dizia para que elas saíssem o mais rápido possível de lá, porque estavam correndo perigo e que “ele” era muito mau. A noite terminou com a morte de Sue e Vickie em estado de choque, dizendo que seria a próxima e que todas iriam morrer.

Após analisarem as mensagens de Elena, Bonnie faz um feitiço de invocação e Stefan surge novamente com Damon. Juntos Stefan, Damon, Matt, Bonnie e Meredith, atendendo ao pedido do espírito de Elena, partem em busca desse novo ser maligno (Klaus) que ronda Fell’s Church e leva perigo aos moradores.

A série Diários do Vampiro teve início com “O Despertar”, em seguida veio “O Confronto”, “A Fúria” e aparentemente termina com “Reunião Sombria”, que me surpreendeu e agradou muito por conta do suspense e do terror. Mas por que digo aparentemente? Digo isso porque no final Damon simplesmente deu as costas e sumiu na escuridão, o clima de romance entre Bonnie e Matt ficou no ar e o mesmo aconteceu com o relacionamento entre Alaric e Meredith, que ficou de responder sobre o futuro deles após completar seus dezoito anos, sem falar em Stefan e Elena, ela ressuscitou, conquistou uma nova chance, mas “nós” leitores ficamos sem saber como será daqui para frente, como assim ela morre e depois surge novamente do nada? E os detalhes “sórdidos” desse amor tão fervoroso dos dois… rsrsrs… Ahhh… Assim não vale!…rsrsrs

(Roberta Dias)

julho 1 2010

Susto…

Na madrugada de terça para quarta, acordei as 03h e de cara o que vi foi sangue, muito sangue.

Senti enorme desespero, medo de não conseguir socorrer e em meio a confusão pedi a Deus que me iluminasse, que me desse forças, coragem para ajudar, pois com tanto nervoso comecei a sentir falta de ar.

Providenciei uma toalha limpa, molhei com água gelada, apliquei para estancar o sangue. Em seguida telefonei para o 192 a fim de obter orientação até que eu pudesse chegar a emergência do hospital. Deu certo! A Dra. Vanessa me acalmou bastante e me ajudou imediatamente.

Passei toda a manhã de ontem na emergência do Barra Dor e a tarde no consultório do otorrino, e mesmo sabendo que essas coisas acontecem, ralhei com meu marido. Ok, ok, uma idiotice, mas achar que ele ia morrer bem diante dos meus olhos foi insuportável.

Confesso que estou meio cabreira. Essa noite observei o sono dele, e diversas vezes acendi a luz, olhava para ver se o nariz não estava sangrando, cutucava-o de leve obrigando-o a falar qualquer coisa, só para ter certeza de que estava bem e vivo.

Agradeço a Deus pelo amparo, porque o medo assombra, e quando ele assume completamente o controle nos paralisa, nos impossibilita de agir.

(Roberta Dias)

julho 13 2009

Aprender com os erros, Crescer com os acertos – Paulo Cisneiros

Aprender com os erros, Crescer com os acertos

O livro fala sobre a necessidade de fazermos uma reforma moral e da importância da reflexão em nossas vidas.

O autor buscou assuntos reflexivos em histórias, contos, fábulas e parábolas, com conteúdo filosófico, moral e de fácil entendimento.

Vale lembrar das sábias palavras de Isaac Newton: “O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é o oceano”.

Segue agora alguns trechos dignos de menção:

“É muito difícil em uma conversa só existir um lado. Só um conversar. Você vai se levantar outra vez, e outra vez, e mais outra vez, e serão muitas vezes ainda que eu estarei lá talvez esperando por nada, mas com muito amor para você. Esperando que você possa me dar alguma atenção, um pouco do seu tempo…”.

“A língua é o que há de pior no mundo. É a língua que usam os maus políticos quando querem nos enganar com suas falsas promessas, que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, discórdia, desentendimentos, guerras, exploração. É a língua que mente, esconde, engana, explora, blasfema, insulta, se acovarda, mendiga, xinga, bajula, destrói, calunia, vende, seduz e corrompe. Com a língua dizemos “morre”, “canalha”, “demônio”, “não” e “eu te
odeio”. Aí está porque a língua é a pior e a melhor de todas as coisas!”.

“Assim é a vida: não espere demais para dizer a alguém especial aquilo que você sente. Diga-o já; amanhã pode ser muito tarde”.

Poderia citar páginas inteiras com trechos deste livro, mas estou satisfeita. Caso desperte a sua atenção, vá a uma livraria. O livro é pequeno, rápido de ler e possui uma linguagem simples.

É como costumo dizer: ninguém precisa nascer com o “dom” de escrever bem ou bonito. Basta entregar-se com prazer ao hábito da leitura, que a escrita torna-se fácil e um infinito de novas palavras passa a residir em nossa cabeça.

(Roberta Dias)