agosto 13 2010

O amor é para os fortes – Marcelo Cezar

Quem nunca ouviu falar da fulana, que ama cicrano, que ama beltrana, que ama o Zé da esquina, que ama fulana ou que não ama ninguém?

Os “desencontros”, assim como os ”encontros”, fazem parte da vida e do processo evolutivo. Quem, em algum momento da vida, já não deu asas a imaginação, sofreu, chorou, suspirou ou sentiu o corpo arder como se estivesse em chamas só por lembrar, pensar numa determinada pessoa? Quem nunca se apaixonou ou acreditou estar apaixonado por alguém? Quem nunca idealizou como deveria ser o par perfeito?

A idéia de perfeição, quase sempre presente dentro de nós, tanto pode impulsionar rumo ao progresso, como a derrota e ao sentimento de frustração, de infelicidade, porque torna o indivíduo exigente demais consigo mesmo e com os outros.

Quando a pessoa é exigente demais, corre o risco de não conseguir concluir as coisas que faz e de se sentir sempre infeliz, porque simplesmente nunca está satisfeita com nada e nem com ninguém.

O livro fala justamente sobre as ilusões que as pessoas criam e alimentam em suas mentes, em buscas incessantes pela “relação perfeita”.

Segundo o autor, não existe relação perfeita. O que existe é a “relação possível”, aquela em que a alma decifra os segredos do coração, através das experiências vividas, tornando o amor apenas para os fortes.