outubro 11 2013

Quebrando a Rotina

No dia 19 de setembro estávamos dentro da Kalunga quando o Big telefonou para o Márcio nos convidando pra ir à casa do primo deles Anderson. Engraçado foi ouvir o Marcio dizendo: e cara nem rola! E o Big perguntando: como está a serotonina da Beta?

O Márcio estava crente que eu daria para tras mas se deu mal. Saimos do shopping, passamos em casa, tacamos algumas coisas numa mala média para os dois e nos mandamos para pegar o Big.

Graças a Deus a ida foi tranquila. Talvez surja alguma multa indesejada por conta das distrações do Márcio, mas valeu à pena. Conversamos, rimos, ouvimos música, eles falaram sobre a banda (Profusão Sonora) pra não perder o costume (risos), até que chegamos.

Recepção melhor impossível por parte do Anderson de da “ricota”, uma boxer branquinha linda, festeira, carinhosa e obediente, que nos cheirou, lambeu, nos empurrou porque ela é forte e além de tudo é engraçada.

Márcio morre de medo de cães, eu ria só de olhar a cara dele e imaginar ele pensando: não posso demonstrar medo, não posso!
Pois a ricota só queria mesmo era brincar e a cada pulo que dava em cima dele era uma comédia, só pra vocês terem uma ideia ele, Big e ricota estavam na sala assistindo o Rock in Rio. Anderson no quarto dele dormindo, eu dormindo no quarto de hóspedes e Big e Márcio vendo os shows, Márcio sentado no chão próximo ao sofá em que a doce ricota tirava sua soneca.

E a música rolando… de repente Márcio só sente a pata da ricota dando umas pancadas na cabeça dele, que vira pro Big e diz: ô Felipe, ela ta me dando umas mocas. Big responde: que nada ta sonhando. O show continua, ricota segue em seu soninho tranquilo e Big adormece. Não sei que música tocou que tanto a ricota quanto o Big acordaram, sendo que a ricota chacoalhou a cabeça e na mesma hora diz Márcio: ouuuu vai babar na minha cabeçaaaa!

A ricota é simplesmente encantadora! A danadinha tem mais educação do que muita gente, é esperta. Ela foi lamber o Márcio e ele disse: nãoooo! Vai lamber o Felipe! E não é que ela foi… gargalhadas³

Fomos a um barzinho tranquilo com música ao vivo mas não demoramos.

Na manhã seguinte metemos o pé na estrada e fomos à Itatiaia, Penedo e em Visconde de Mauá. O mundo é mesmo pequeno pra caramba, eu lá nos confins do mundo, admirando a cachoeira e encontro minha vizinha de porta do ex condomínio de que morava. Então lembrem-se: nunca fiquem falando mal dos outros pela rua porque a pessoa pode estar do seu lado ouvindo tudo. Faça melhor, na falta de boas coisas para dizer sobre os outros mantenha-se calado.

Foi gratificante rever minha vizinha, nos abraçamos, conversamos um pouco e ela se foi. Na volta fomos parando aqui, ali e aproveitamos para almoçar.

O clima por lá é muito bom. Lojas de artesanato, fábrica de chocolate, restaurantes e o que considero a melhor parte que é ter contato com a natureza. Só não fiquei mais tempo porque estava preocupada com o meu peixinho em casa sem comida.

Segue abaixo algumas fotos.

Beijos,

(Roberta Dias)

 

julho 3 2009

Divã – Martha Medeiros

Diva - Martha Medeiros

O livro conta à história de uma mulher com seus quarenta e poucos anos, casada e com três filhos.

Mercedes decide fazer análise e durante as freqüentes sessões com Lopes, ela narra toda a sua
vida desde a infância.

Seguiu todas as fases, brincou de boneca, teve medo do escuro, ficou nervosa com o seu primeiro beijo, bateu a cabeça no teto do carro enquanto trocava uns "amassos", mas suas idéias estão longe de ser cor-de-rosa e isso a difere das demais mulheres.

Forte, prática, decidida, fogosa, engraçada, teimosa e autoritária, Mercedes não considera-se vítima de ninguém, sabe que é várias mulheres em uma só e precisa se autoconhecer.

Na verdade, Mercedes pode ser comparada a um vulcão adormecido, que está pronto para explodir a qualquer momento e essa explosão surge da necessidade de quebrar seus próprios tabus, cometer loucuras, porque como ela mesma disse: "Se ser feliz para sempre é aceitar com resignação católica o pão nosso de cada dia e sentir-se imune a todas as tentações, então é deste paraíso que quero fugir".

Com o decorrer das sessões de análise, Mercedes descobre-se falível. Segundo ela, a sua cabeça é como um guarda que não permite que ela estacione em lugar algum. Ela fica dando voltas em seu cérebro e quando encontra uma vaga para ocupar, o guarda diz: circulando, circulando.

Dei boas risadas lendo esse livro e separei mais alguns trechos interessantes:

"Eu não tenho medo de perder o senso. Eu tenho medo é desta eterna vigilância interior, tenho medo do que me impede de falhar".

"Não me sinto disputando ninguém, não me sinto insegura, confio mais na paz que ele me dá doque numa imaginação que só quer me infernizar".

"Suporto tudo nessa vida, menos as fases transitórias, aquelas onde já abandonamos o lugar em que estávamos mas ainda não chegamos onde queremos".

"Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos".

"A liberdade é atraente quando existe como promessa, mas enlouquece quando se cumpre".

"Não gosto de nada que é raso, de água pela canela. Ou mergulho até encontrar o reino de Atlântida, ou fico à margem, espiando de fora".

"Não gosto da vida em banho-maria, gosto de fogo, pimenta, alho, ervas..."

"Sabemos quem somos e o que sentimos, mas não sabemos até quando".

É isso, Mercedes mergulhou fundo em si mesma, respondeu sim, não, e agüentou as conseqüências.

(Roberta Dias)