outubro 23 2013

Pesquisa sobre o Amor – J. Herculano Pires – Parte 3 e Conclusão

 

Lamentavelmente fica claro que a maioria dos casamentos ou quaisquer tipos de uniões ocorrem por interesse devido aos fatores econômicos, financeiros, políticos e sociais.

Menciona os tão conhecidos feitiços de amor que nada mais são que aviltamento da afetividade, com intenções inferiores, que só existem por conta da própria incapacidade do Homem atual para se libertar por meio de medidas disciplinadoras, otimistas e culturais, porque a inteligência humana continua amarrada.

As classes sociais ricas pregam que as menos favorecidas devem ser esterilizadas, mas elas mesmas acabam por fazer o contrário do que dizem, já que se as classes ricas se esterilizarem as pobres dominarão o futuro, daí não haverá classes privilegiadas para formular teorias refinadas sobre a preservação da estética e da elegância, embora não deixem de ter sua importância no mundo.

O centro de gravidade do Homem está no “EU”. Se o “EU” permanecer fechado em si mesmo, no egocentrismo, as suas potencialidades não seguirão na direção do altruísmo.

Temas como: amor à primeira vista, almas gêmeas, amor, sexualidade e realidade, o romantismo em suas diversas fases de acordo com a evolução humana, amor e desejo onde quem ama, quer, quem quer, deseja, que nasce da essência do Ser, a mulher no amor que em todos os tempos foi a grande sacrificada, sendo colocada em plano inferior pela sociedade, não tendo sequer o direito de amar, cabendo-lhe a função passiva de ser amada, tornando-a uma presa e objeto de conquista, e o amor na era cósmica, que devido a sequencia das civilizações terrenas constitui a perspectiva história de nosso mundo.

A conclusão que cheguei é que é preciso estar preparado para ler e compreender este livro. Sentir, deixar que tudo entre na mente e em nossos corações para efetivamente aprendermos alguma coisa dentro de tudo que foi lido.

O autor utilizou algumas palavras não tão comuns em nosso dia-a-dia, e digo sem a menor vergonha que desconhecia algumas delas, recorrendo ao dicionário para melhor entende-las. Foi possível ter uma ideia do que significavam dentro do contexto.

Poderia tê-las substituído para facilitar a leitura de vocês, mas estaria retirando de vocês a escolha pela busca do saber. A leitura muito nos engrandece, amplia nossos horizontes, nos transporta para universos e realidades distantes ou bem próximas das que vivemos, mas que teimamos em fingir desconhecer, e alguns literalmente desconhecem.
O trecho que deixo para vocês é o seguinte: “ao amor da velhice é oferecida a opção da família, das novas gerações que brotam do tronco agora envelhecido, mas ainda firme e ereto, com seus ramos abertos ao céu”.

Amigos nada é forçado, mas podemos amortecer as trepidações da existência na fase de chegada ao destino, em que batalhas foram vencidas por aqueles que souberam lutar com plena consciência dos seus objetivos.

(Roberta Dias)

outubro 17 2013

Pesquisa sobre o Amor – J. Herculano Pires – Parte 1

 

Este livro mostra o resultado de experiências realizadas para descobrir a força e a necessidade do amor, nos levando a reflexão e ao discernimento entre o que é o amor e o que é o sexo, ensinando-nos a amar.

É fato que a solidão do ser leva a busca do outro. O problema consiste nos equívocos que ocorrem no decorrer da mesma, atraindo para aquele que procura sofrimentos terríveis, já que os homens não podem avaliar o amor, eles apenas aviltam a si mesmos.

Vale lembrar que as maiores tragédias surgem da incompreensão, do delírio das paixões, pois o ser imagina no real-irreal, caindo no onjeto que somente a angústia, o desespero e a dor podem quebrar esta barreira e libertá-lo de si mesmo.

Cair na rotina ou acomodar-se leva-nos a estagnação e a diminuição da flexibilidade resulta na estagnação completa.

Se o homem é o ser de si mesmo, a alma, a personalidade, e o eu oculto que só revela no processo de relação, não serão quinze dias ou três meses tempo suficiente para fazer enxergar as deformações da realidade.

A natureza dramática do homem decorre das contradições internas de sua posição existencial, logo é comum a confusão da alma com o corpo, que transforma o amor em algo amesquinhado e aviltado que se vinga do homem nivelando-o e rebaixando-o aos animais, a diferença é que os animais pelo menos possuem a desculpa da inconsciência, mas e os homens, quais desculpas usam?

O amor se desloca do romantismo para o racionalismo, pois somente a razão pode captar a natureza real do sentimento e descobrir seu verdadeiro sentido.

A expressão italiana “fazer amor” propagou-se no mundo contaminando as novas gerações, expressando o amor de forma baixa, repugnante, rebaixando-o as sensações carnais.

Uma pesquisa feita no Rio de Janeiro revelou que a maioria dos jovens universitários não faz nenhuma distinção entre o amor e o sexo, por isso a pesquisa sobre o amor necessitou ser feita com pessoas adultas, amadurecidas na vivência do amor.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam a paixão não é excesso de amor, mas sim um desequilíbrio. O amor é uma força criadora e não destruidora. Ele cria, ampara, perdoa, não escraviza, humilha, maltrata ou mata o outro em vida tirando-lhe o direito de escolha e de viver.

Quanto a isso o que se pode fazer é educar os sentimentos, orientar a afetividade canalizando as energias para que se façam homens e não lobisomens. Quem nunca se deparou na vida com pessoas que parecem boas, mas que trazem em suas entranhas os instintos de um lobo? A popular expressão “lobo em pele de cordeiro” sintetiza isso com perfeição.

Continuaçao...

(Roberta Dias)

dezembro 29 2010

Praticando com aquarela…

Praticando-Aquarela
Certa vez comentei que minha professora me viu caidinha e sugeriu que eu fizesse aula de “Aquarela” naquele dia para
relaxar.

Lembro que fiquei ainda mais irritada por conta de ter que esperar secar primeiro, para só então poder trabalhar numa mesma
área novamente. Já estava achando que não daria certo comigo, mas como sou teimosa (sorriso travesso…), de vez em
quando tento aqui em casa.

Essa já é a minha terceira tentativa e embora não esteja certo (na verdade uma bomba.. risos) e tenha muito que aprender e
melhorar quero compartilhar com vocês assim mesmo, para que compreendam que não nascemos sabendo, mas que se nos
esforçarmos e é claro tivermos vocação para a “coisa”, conseguimos aprender mesmo que aos poucos.

Confesso que ainda fico um pouquinho agitada quando trabalho com tinta, seja em aquarela ou com tintas de PVA para as
minhas caixinhas de MDF, mas um ventinho esperto de secador de cabelo acelera o processo e até que rola (muitos risos…).

Acredito que para sermos “o melhor” naquilo que fazemos primeiro precisamos estar pré-dispostos a fazer e a aprender, ter
vocação, talento, competência, comprometimento, sorte e estar entre “os melhores”.

Não é fácil bancar as mensalidades e menos ainda comprar os materiais técnicos e apropriados, mas quando acreditamos
que somos capazes e fazemos o que amamos, vale à pena investir em nós mesmos e é o que estou fazendo.

Não é pecado dizer sem falsa modéstia que sou boa no que faço, mas se eu não tiver disposição, garra, otimismo e levantar
o meu bumbum da cadeira, não vai adiantar reclamar da vida, afinal do céu o que cai é água e de vez em quando granizo.

Então, prefiro ir à luta, porque o trabalho, por mais simples que seja, é o que dignifica o Homem e o que lhe garante o direito
de receber pelo seu labor.

(Roberta Dias)

junho 17 2010

Nada é como parece – Marcelo Cezar

É um livro que nos conduz a reflexão e nos ajuda a esclarecer a consciência.

Ensina que todos temos o direito de pensar e idealizar as pessoas como quisermos, afinal possuímos a mente, e com ela o dom de criar situações, como também de enxergar os outros de acordo com nosso senso de realidade.

Senso este que muitas vezes mais atrapalha do que ajuda, simplesmente porque nos cega. Já é hora de entender que devemos olhar e aceitar as pessoas como elas são, e não como gostaríamos que elas fossem.

É comum olhar para o outro, apontar defeitos, fraquezas e fazer julgamentos, mas esquecemos que enquanto um dedo aponta, os outros dedos estão voltados para nós mesmos, e sempre que julgamos, somos julgados na mesma medida e peso.

Embora seja difícil de acreditar, ainda existem pessoas boas e generosas espalhadas pelo mundo, basta ter olhos para ver. A vida é mágica!

Não existem probabilidades, a vida nos envia sinais para melhorarmos sempre, por pior que possa parecer a situação. Aprender a viver melhor é tarefa intransferível, porque ninguém é fraco, apenas não sabe usar a própria força e quando estamos destinados a nos cruzar no mundo, não há tempo e nem fronteiras.

abril 28 2010

O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë

O livro é extremamente intenso, sofrido e sombrio. Descreve um amor desenfreado, desesperado, ardente e que nem a morte será capaz de matá-lo.

Heathcliff e Catherine eram crianças quando se conheceram. Da amizade surgiu o mais puro amor entre eles, que em meio às rebeldias e traquinagens próprias da idade viviam soltos, livres e selvagens. Juntos suportavam tudo, porque a força de um vinha do outro.

Embora Heathcliff tenha sido acolhido e criado como um filho pelo pai de Catherine, o jovem Earnshaw, irmão da menina, não se conformava por não ser o preferido, nutrindo assim verdadeiro ódio pelo irmão de criação.

Já adolescente, o jovem Earnshaw se afastou do Morro dos Ventos Uivantes até a morte do pai.

Ao retornar assumiu as responsabilidades do pai, mas ao contrário dele que tudo fazia por Heathcliff tratou de transformá-lo em um mero e ignorante serviçal, privando-o dos estudos e tornando-o um xucro perante Catherine. Aos poucos o jovem começou a se isolar e se afastar de sua amada e amiga.

Catherine tornara-se ainda mais linda do que quando criança. Heathcliff estava sempre a observá-la e tentando preservar a amizade e proximidade, mas ela já não lhe dava tanta atenção . Até que um dia estava a confidenciar a Nelly, sua ama, que aceitara o pedido de casamento do jovem Linton e não havia percebido a presença de seu amado e amigo, que diante da revelação foi para longe.

Anos se passaram até que Heathcliff retornou ao Morro dos Ventos Uivantes com o intuito de se vingar e tomar conta de toda a fortuna dos Earnshaw e dos Linton, para que no futuro até seus descendentes se tornassem seus empregados, trabalhando nas terras que um dia foram suas por direito.

Ele já não se parecia em nada com um pobre bronco. Havia enriquecido, aprendido bons modos, mas ainda carregava consigo a cara carrancuda de quando era menino.

Aos poucos conquistou o direito de visitar com freqüência sua amada na Granja dos Tordos, mesmo sob os protestos do marido que se doía com os excessos de cuidado que a esposa docemente dedicava ao seu rival.

Como se não bastasse, tratou de seduzir a cunhada de sua amada. Catherine apesar de amá-lo conhecia bem o seu caráter e tratou de alertar a cunhada, mas seus esforços foram em vão, já que a moça se voltou contra ela.

Com isso Heathcliff foi proibido de ir a Granja, deixando Catherine louca, com os nervos em frangalhos. Ele fugiu, se casou com Isabella.

Catherine aos poucos adoeceu de verdade dos nervos. Estava definhando. Após alguns dias se recuperou um pouco e escapou da morte, mas sua saúde já havia sido comprometida.

Mais alguns anos se passaram. Heathcliff retornou com Isabella e recomeçou com suas visitas a sua amada na ausência de seu marido, ela sempre o recebia com felicidade, mas o torturava ao culpá-lo devido a sua mente perturbada com a doença.

Numa dessas visitas o marido de Catherine já estava chegando, mas ela grávida, doente, implorou para que Heathcliff não a deixasse. Ele atendeu ao seu pedido. Quando o marido chegou ocorreu um estranhamento entre eles. Catherine passou mal, desmaiou e seu amado fora obrigado a esperar por notícias do lado de fora da casa.

Naquela noite Catherine deu a luz a sua filha para em seguida morrer. Heathcliff parecia um animal ferido, louco de fúria e desgosto. Espraguejava e clamava para que a alma de sua amada jamais o deixasse, louco de amor, desvairado com sua perda.

Embora Heathcliff e Catherine se amassem, nunca consumaram de fato esse amor. Um amor que se perpetuou entre seus descendentes, mas que só pode se concretizar após a morte de Heathcliff.

Com ele fora enterrado todo o seu amor, ódio e vingança. Há quem diga que as almas de Heathcliff e de Catherine vagam juntas por aqueles morros e brejos, mas há também aqueles que não acreditam em nada disso...