março 5 2015

Inovação – Exemplos de ideias simples para coisas boas

google doodles          O google doodles do dia 05 de março de 2015, homenageou o Momofuku Ando.  Aos 48 anos, depois de meses de tentativa e erro, Ando anunciou que, finalmente, aperfeiçoara o seu método de “fritura-relâmpago” que levou à invenção do macarrão instantâneo. Atentem para o ‘aperfeiçoaria’, que significa melhorar, inovar algo já existente. A “fritura” e o “macarrão” já existiam, o que ele fez foi juntar tudo e tornar melhor. Saiba mais em http://www.google.com/doodles/momofuku-andos-105th-birthday

Tony Iommi

Tony Iommi, guitarrista da banda Black Sabbath, após um acidente com sua mão esquerda na prensa de uma fábrica, inovou em sua forma de tocar, com encaixes improvisados de plástico derretido nas pontas dos dedos, que foram depois substituídos por próteses. Saiba mais em http://www.iommi.com/biography/

 

cleverCaps

Outro exemplo de inovação é o produto oferecido pela empresa brasileira Clever Pack, com tampas de garrafa que lembram Lego e que é possível reaproveitá-las para a construção de objetos de decoração, brinquedos e artesanatos. O Lego já existe, o que a Clever Pack fez foi tornar a pecinha útil para as coisas do dia-a-dia, portanto isso se trata de inovação, introduzir novidade em, renovar, inventar, criar. Saiba mais em http://www.cleverpack.com.br/2011/

bonuz

O BonuZ é um gadget que veio para aperfeiçoar a relação do consumidor com estabelecimentos através da fidelização. O desenvolvedor do aplicativo modernizou o conceito de cartela de fidelidade, fazendo parcerias com vários estabelecimentos, onde o usuário que completar 6 selos ganha um mimo. No momento em que recebe o presente, o consumidor também pode fazer publicidade gratuita compartilhando com seus amigos nas redes sociais o prêmio que acabará de receber e, uma vez instalado o aplicativo, não há quem não fique doido para completar a cartela, aumentando assim, as vendas dos estabelecimentos participantes. Saiba mais em http://www.bonuz.me/

(Roberta Dias)

outubro 24 2013

Diante dos pais

É espantoso observar a desenvoltura e inteligência das crianças nos dias de hoje. No meu tempo de menina, talvez por conviver mais com adultos, amadureci cedo, principalmente através do amor, auxílio, orientação e vigilância constante dos meus pais.

Meu pai costumava repetir muitas vezes: filha, jamais se misture com pessoas de nível econômico, social e cultural muito abaixo do seu, porque a grande maioria delas vai tentar arrastá-la para a mesma condição em que vivem, e como os filhos são moldados de acordo com os exemplos de seus pais, assim como do universo a sua volta, cresci seguindo a orientação de meu pai.

Já a minha mãe, muito diferente dele me ensinou que somos todos irmãos e filhos de Deus independente de classe social, religiosa, financeira ou cultural.

Quantas vezes ela tirou de si mesma para doar aos mais necessitados? Jamais sentiu pena ou se arrependeu de seus atos. Íntegra, fiel ao seu marido e mãe dedicada, sempre esbanjando simplicidade, elegância, alegria e fé, por mais difíceis que as coisas estivessem.

É lógico que sinto saudades de sua presença carnal, mas em mim ela permanece mais viva do que nunca e vai sempre ser insubstituível.

O que me surpreende hoje é ver meu pai descendo os degraus, se deixando arrastar para baixo e fazendo exatamente o oposto do que me ensinou a vida inteira, o que não faz muito sentido para mim já que com quase 72 anos de idade sua bagagem e experiência de vida teoricamente deveria ser ainda maior.

Tenho ciência de que não devo e nem posso escolher por ele, afinal ele é dono de suas escolhas e é ele mesmo quem irá responder por cada uma delas. A mim cabe apenas pedir a Deus que olhe por ele e respeitar seu livre arbítrio, e da mesma forma ele deve respeitar o meu em não querer compactuar com o que discordo. O máximo que posso fazer é continuar rezando a cartilha de minha amada mãe, onde aprendi a ser e agir como gente, sempre educada, propiciando um convívio pelo menos respeitoso, isto porque amo verdadeiramente o pai que Deus me presenteou ao vir ao mundo, que preencheu e zelou completamente por seu papel, jamais deixando em mim nenhum tipo de vazio, por isso disse e repito: meus pais são aqueles que me criaram e me deram amor. Aos biológicos que me geraram deixo meu respeito, mas não era para eu crescer em meio deles e a Deus meu eterno agradecimento por dar minha tutela a um pai e a uma mãe tão especiais.

Pai divergimos em nossa forma de pensar, ver e viver a vida, mas jamais se esqueça, depois de DEUS e de teus pais, ninguém irá amá-lo e querer o teu bem mais do que a Paula e a Roberta.

(Roberta Dias)

outubro 17 2013

Pesquisa sobre o Amor – J. Herculano Pires – Parte 1

 

Este livro mostra o resultado de experiências realizadas para descobrir a força e a necessidade do amor, nos levando a reflexão e ao discernimento entre o que é o amor e o que é o sexo, ensinando-nos a amar.

É fato que a solidão do ser leva a busca do outro. O problema consiste nos equívocos que ocorrem no decorrer da mesma, atraindo para aquele que procura sofrimentos terríveis, já que os homens não podem avaliar o amor, eles apenas aviltam a si mesmos.

Vale lembrar que as maiores tragédias surgem da incompreensão, do delírio das paixões, pois o ser imagina no real-irreal, caindo no onjeto que somente a angústia, o desespero e a dor podem quebrar esta barreira e libertá-lo de si mesmo.

Cair na rotina ou acomodar-se leva-nos a estagnação e a diminuição da flexibilidade resulta na estagnação completa.

Se o homem é o ser de si mesmo, a alma, a personalidade, e o eu oculto que só revela no processo de relação, não serão quinze dias ou três meses tempo suficiente para fazer enxergar as deformações da realidade.

A natureza dramática do homem decorre das contradições internas de sua posição existencial, logo é comum a confusão da alma com o corpo, que transforma o amor em algo amesquinhado e aviltado que se vinga do homem nivelando-o e rebaixando-o aos animais, a diferença é que os animais pelo menos possuem a desculpa da inconsciência, mas e os homens, quais desculpas usam?

O amor se desloca do romantismo para o racionalismo, pois somente a razão pode captar a natureza real do sentimento e descobrir seu verdadeiro sentido.

A expressão italiana “fazer amor” propagou-se no mundo contaminando as novas gerações, expressando o amor de forma baixa, repugnante, rebaixando-o as sensações carnais.

Uma pesquisa feita no Rio de Janeiro revelou que a maioria dos jovens universitários não faz nenhuma distinção entre o amor e o sexo, por isso a pesquisa sobre o amor necessitou ser feita com pessoas adultas, amadurecidas na vivência do amor.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam a paixão não é excesso de amor, mas sim um desequilíbrio. O amor é uma força criadora e não destruidora. Ele cria, ampara, perdoa, não escraviza, humilha, maltrata ou mata o outro em vida tirando-lhe o direito de escolha e de viver.

Quanto a isso o que se pode fazer é educar os sentimentos, orientar a afetividade canalizando as energias para que se façam homens e não lobisomens. Quem nunca se deparou na vida com pessoas que parecem boas, mas que trazem em suas entranhas os instintos de um lobo? A popular expressão “lobo em pele de cordeiro” sintetiza isso com perfeição.

Continuaçao...

(Roberta Dias)

junho 17 2010

Nada é como parece – Marcelo Cezar

É um livro que nos conduz a reflexão e nos ajuda a esclarecer a consciência.

Ensina que todos temos o direito de pensar e idealizar as pessoas como quisermos, afinal possuímos a mente, e com ela o dom de criar situações, como também de enxergar os outros de acordo com nosso senso de realidade.

Senso este que muitas vezes mais atrapalha do que ajuda, simplesmente porque nos cega. Já é hora de entender que devemos olhar e aceitar as pessoas como elas são, e não como gostaríamos que elas fossem.

É comum olhar para o outro, apontar defeitos, fraquezas e fazer julgamentos, mas esquecemos que enquanto um dedo aponta, os outros dedos estão voltados para nós mesmos, e sempre que julgamos, somos julgados na mesma medida e peso.

Embora seja difícil de acreditar, ainda existem pessoas boas e generosas espalhadas pelo mundo, basta ter olhos para ver. A vida é mágica!

Não existem probabilidades, a vida nos envia sinais para melhorarmos sempre, por pior que possa parecer a situação. Aprender a viver melhor é tarefa intransferível, porque ninguém é fraco, apenas não sabe usar a própria força e quando estamos destinados a nos cruzar no mundo, não há tempo e nem fronteiras.

julho 8 2009

Até que a vida os separe – Mônica de Castro

Até que a vida os separe

O livro conta à história de um ilustre casal da alta sociedade carioca, que na tentativa de fugir dos problemas, partem numa viagem para a Europa e se vêem na Alemanha, quando Adolf Hitler invade a Polônia.

Em plena Segunda Guerra Mundial, o casal teme por suas vidas. Não eram alemães e nem judeus, mas não sabiam o que poderia lhes acontecer se permanecessem lá.

Prepararam as malas apressadamente, dirigiram-se para a estação a fim de embarcar no primeiro trem rumo a Suíça.

Logo que o trem chegou, apavoraram-se com tamanho tumulto. Confusos com a gritaria, correria e som dos apitos, estavam diante de uma desconhecida com algo nas mãos, que mais parecia uma trouxa de roupa.

A estranha mulher judia, com olhar suplico esticou as mãos, entregou a aparente trouxa e continuou sua fuga.

Ao olhar para o que tinha nas mãos, Flávia não pode conter sua emoção e recebera aquele recém nascido como um presente de Deus.

A contra gosto, Paulo aceitou criar o lindo menino, o registrou assim que chegaram a Suíça e os três retornaram ao Brasil.

A partir daí começa a história de Fabrício, filho amado e defendido por Flávia e desprezado por Paulo.

Quando li a sinopse deste livro, fiquei curiosa para entender o que acontece quando pais amam um filho e rejeitam o outro, quando deveriam amá-los de forma igual. Então, ao ler efetivamente o livro, emocionei-me com a bondade de Flávia, por ter aceitado Fabrício em seu coração e por tê-lo criado como seu.

Senti enorme indignação com a postura de Paulo e agradeci a Deus por não ter passado por situação semelhante, pois embora tenha sido adotada, fui criada como legítima e legítimos são os laços de amor que nos une até hoje, porque os laços de sangue não necessariamente dizem alguma coisa.

Valeu a pena ler cada linha desse livro e destaquei um trecho que despertou muito a minha atenção:

“O amor, existe dentro de todos nós, embora algumas vezes não esteja visível ou aparente. Basta que lhe demos chance e ele florescerá em sua plenitude”.

(Roberta Dias)