agosto 4 2010

O Efeito Sombra – Deepak Chopra, Debbie Ford e Marianne Williamson

O livro fala sobre o conflito entre quem somos e quem queremos ser, uma vez que a dualidade não só existe como faz parte de todos nós.

A vida e a morte, o bem e o mal, a esperança e a resignação, são exemplos dessa dualidade.

Se sabemos o que é ter coragem, é porque já experimentamos o medo, se reconhecemos a honestidade, é porque já encontramos a falsidade e, no entanto, a maioria de nós ignora ou nega a própria natureza dualista.

A idéia de que somos apenas de um jeito ou de outro limita nossas características. Hoje em dia muitos têm acesso à sabedoria, mas não encontra força, nem coragem para agir segundo suas intenções, continua a se expressar de maneira contrária aos próprios valores, a tudo aquilo em que acredita e isso ocorre justamente quando não fazemos um auto-exame de nossa vida, do nosso eu mais escuro e sombrio.

Desde cedo aprendemos a temer o lado escuro da vida, assim como o nosso. Toda vez que pensamos em algo que consideramos feio ou que temos um comportamento que julgamos ser errado, tentamos esconder para que não chegue aos olhos do mundo, fingimos que nada aconteceu porque simplesmente tememos o julgamento alheio e a possível vergonha.

Embora a norma seja ignorar ou reprimir o lado escuro do nosso eu, fugir dele vai apenas intensificar o seu poder, nos causando mais dor, sofrimento, tristeza e submissão, nos impedindo de expressar inteiramente o nosso eu, de falar nossa verdade e de viver uma vida autêntica. Quando aprendemos a extrair a sabedoria oculta e a aceitar todas as nossas versões, reconhecemos integralmente quem somos, nos libertamos de comportamentos que podem nos levar para baixo, impedimos que a escuridão nos controle, que tire nossas decisões conscientes, que nos incite de forma errada, que desperdice nossa energia vital em maus hábitos e comportamentos repetitivos.

O efeito sombra está em toda parte. Ele está nos aspectos da vida, no que lemos online, no que vemos nos noticiários da TV, em nossos amigos, familiares ou mesmo nos estranhos na rua. Talvez possamos reconhecê-lo de forma mais expressiva em nossos próprios pensamentos, comportamentos, e senti-lo nas interações que fazemos com os outros.

Na verdade, o oposto do que teremos é, de fato, o que acontece, em vez de vergonha, sentimos simpatia, em vez de constrangimento, ganhamos coragem, em vez de limitação, experimentamos a liberdade, pois a sombra mantida oculta torna-se uma caixa de Pandora repleta de segredos que tememos destruírem tudo o que amamos e gostamos, mas abrir a caixa significa descobrir que seu conteúdo pode alterar de forma positiva a nossa vida.

A empatia por nós mesmos, pelo poder escondido em nossa verdade permite que sejamos reais, nos dá a centelha de ignição para a partida rumo à plenitude, a paixão e a realização de nossos sonhos.

As idéias apresentadas levam ao autoconhecimento e a muitos questionamentos. Bom livro!

julho 1 2010

Susto…

Na madrugada de terça para quarta, acordei as 03h e de cara o que vi foi sangue, muito sangue.

Senti enorme desespero, medo de não conseguir socorrer e em meio a confusão pedi a Deus que me iluminasse, que me desse forças, coragem para ajudar, pois com tanto nervoso comecei a sentir falta de ar.

Providenciei uma toalha limpa, molhei com água gelada, apliquei para estancar o sangue. Em seguida telefonei para o 192 a fim de obter orientação até que eu pudesse chegar a emergência do hospital. Deu certo! A Dra. Vanessa me acalmou bastante e me ajudou imediatamente.

Passei toda a manhã de ontem na emergência do Barra Dor e a tarde no consultório do otorrino, e mesmo sabendo que essas coisas acontecem, ralhei com meu marido. Ok, ok, uma idiotice, mas achar que ele ia morrer bem diante dos meus olhos foi insuportável.

Confesso que estou meio cabreira. Essa noite observei o sono dele, e diversas vezes acendi a luz, olhava para ver se o nariz não estava sangrando, cutucava-o de leve obrigando-o a falar qualquer coisa, só para ter certeza de que estava bem e vivo.

Agradeço a Deus pelo amparo, porque o medo assombra, e quando ele assume completamente o controle nos paralisa, nos impossibilita de agir.

(Roberta Dias)

abril 28 2010

Vivendo, errando e aprendendo…

Na vida estamos sempre nos comprometendo com alguma coisa, com alguém ou com nós mesmos.

Promessa é dívida! Mas quantas vezes nos deixamos levar? Escorregamos e falhamos na árdua tarefa de manter tudo o que prometemos?

Quando isso acontece é natural o sentimento de fracasso e é comum ouvir a voz íntima a sussurrar em nossos ouvidos o quanto somos indisciplinados e de certa forma até tolos, mas por que devemos nos condenar se errar é próprio dos seres humanos?

Errar significa arriscar, viver! Então feliz daquele que tem coragem de ousar, quebrar a cara e de aprender com seus erros.