maio 27 2018

Frutos

O mundo em suas elevadas características de inteligência, reclama frutos para examinar as sementes dos princípios.

Em razão disso, necessita o homem aprender com a boa árvore e converter seu aprendizado em utilidades para si próprio e para as demais criaturas, já que viver significa trabalhar e ser útil, por isso convém um esforço para uma autoanálise a fim de identificar as qualidades de suas próprias ações.

Algumas palavras e ações apenas nos remetem a árvore condenada e podre, então devemos conhecer bem os frutos de nossa vida e avaliar se beneficiam a nós mesmos e as demais pessoas ou se apenas prejudicam.

Indiscutivelmente, a atualidade reclama ensinos com valores edificantes dentro dos lares, das escolas, nos templos religiosos, ou mesmo em rodinhas de amigos, para que o homem consiga realizar a mais difícil das tarefas, que é a de viver e morrer fiel ao supremo bem e para isso a vida está aí e representa vasta oportunidade de escolhas para o bem, logo só escolhe o mal quem quer.

Adaptado por Roberta Dias – Livro Caminho e vida – Pelo Espírito Emmanuel

Ver:
– “Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. – Jesus (Mateus, 7:20)”

março 5 2015

Inovação – Exemplos de ideias simples para coisas boas

google doodles          O google doodles do dia 05 de março de 2015, homenageou o Momofuku Ando.  Aos 48 anos, depois de meses de tentativa e erro, Ando anunciou que, finalmente, aperfeiçoara o seu método de “fritura-relâmpago” que levou à invenção do macarrão instantâneo. Atentem para o ‘aperfeiçoaria’, que significa melhorar, inovar algo já existente. A “fritura” e o “macarrão” já existiam, o que ele fez foi juntar tudo e tornar melhor. Saiba mais em http://www.google.com/doodles/momofuku-andos-105th-birthday

Tony Iommi

Tony Iommi, guitarrista da banda Black Sabbath, após um acidente com sua mão esquerda na prensa de uma fábrica, inovou em sua forma de tocar, com encaixes improvisados de plástico derretido nas pontas dos dedos, que foram depois substituídos por próteses. Saiba mais em http://www.iommi.com/biography/

 

cleverCaps

Outro exemplo de inovação é o produto oferecido pela empresa brasileira Clever Pack, com tampas de garrafa que lembram Lego e que é possível reaproveitá-las para a construção de objetos de decoração, brinquedos e artesanatos. O Lego já existe, o que a Clever Pack fez foi tornar a pecinha útil para as coisas do dia-a-dia, portanto isso se trata de inovação, introduzir novidade em, renovar, inventar, criar. Saiba mais em http://www.cleverpack.com.br/2011/

bonuz

O BonuZ é um gadget que veio para aperfeiçoar a relação do consumidor com estabelecimentos através da fidelização. O desenvolvedor do aplicativo modernizou o conceito de cartela de fidelidade, fazendo parcerias com vários estabelecimentos, onde o usuário que completar 6 selos ganha um mimo. No momento em que recebe o presente, o consumidor também pode fazer publicidade gratuita compartilhando com seus amigos nas redes sociais o prêmio que acabará de receber e, uma vez instalado o aplicativo, não há quem não fique doido para completar a cartela, aumentando assim, as vendas dos estabelecimentos participantes. Saiba mais em http://www.bonuz.me/

(Roberta Dias)

outubro 23 2013

Pesquisa sobre o Amor – J. Herculano Pires – Parte 3 e Conclusão

Pesquisa sobre o Amor

Lamentavelmente fica claro que a maioria dos casamentos ou quaisquer tipos de uniões ocorrem por interesse devido aos fatores econômicos, financeiros, políticos e sociais.

Menciona os tão conhecidos feitiços de amor que nada mais são que aviltamento da afetividade, com intenções inferiores, que só existem por conta da própria incapacidade do Homem atual para se libertar por meio de medidas disciplinadoras, otimistas e culturais, porque a inteligência humana continua amarrada.

As classes sociais ricas pregam que as menos favorecidas devem ser esterilizadas, mas elas mesmas acabam por fazer o contrário do que dizem, já que se as classes ricas se esterilizarem as pobres dominarão o futuro, daí não haverá classes privilegiadas para formular teorias refinadas sobre a preservação da estética e da elegância, embora não deixem de ter sua importância no mundo.

O centro de gravidade do Homem está no “EU”. Se o “EU” permanecer fechado em si mesmo, no egocentrismo, as suas potencialidades não seguirão na direção do altruísmo.

Temas como: amor à primeira vista, almas gêmeas, amor, sexualidade e realidade, o romantismo em suas diversas fases de acordo com a evolução humana, amor e desejo onde quem ama, quer, quem quer, deseja, que nasce da essência do Ser, a mulher no amor que em todos os tempos foi a grande sacrificada, sendo colocada em plano inferior pela sociedade, não tendo sequer o direito de amar, cabendo-lhe a função passiva de ser amada, tornando-a uma presa e objeto de conquista, e o amor na era cósmica, que devido a sequencia das civilizações terrenas constitui a perspectiva história de nosso mundo.

A conclusão que cheguei é que é preciso estar preparado para ler e compreender este livro. Sentir, deixar que tudo entre na mente e em nossos corações para efetivamente aprendermos alguma coisa dentro de tudo que foi lido.

O autor utilizou algumas palavras não tão comuns em nosso dia-a-dia, e digo sem a menor vergonha que desconhecia algumas delas, recorrendo ao dicionário para melhor entende-las. Foi possível ter uma ideia do que significavam dentro do contexto.

Poderia tê-las substituído para facilitar a leitura de vocês, mas estaria retirando de vocês a escolha pela busca do saber. A leitura muito nos engrandece, amplia nossos horizontes, nos transporta para universos e realidades distantes ou bem próximas das que vivemos, mas que teimamos em fingir desconhecer, e alguns literalmente desconhecem.
O trecho que deixo para vocês é o seguinte: “ao amor da velhice é oferecida a opção da família, das novas gerações que brotam do tronco agora envelhecido, mas ainda firme e ereto, com seus ramos abertos ao céu”.

Amigos nada é forçado, mas podemos amortecer as trepidações da existência na fase de chegada ao destino, em que batalhas foram vencidas por aqueles que souberam lutar com plena consciência dos seus objetivos.

(Roberta Dias)

setembro 8 2011

A Dança das Almas – Cadu Lima Santos

Em um prédio na cidade de São Paulo no ano de 1970, houve o baile de aniversário de uma garota que completava quinze anos. A debutante estava toda feliz e a festa, muito animada, com música ao vivo e vários casais apaixonados dançando ao som de valsa. O evento ocorria no quinto andar do edifício quando, por volta das 22h30, aconteceu algo terrível. Houve um incêndio, seguido de explosão, após um vazamento de gás. Das 150 pessoas presentes, cinquenta morreram, inclusive a debutante e o namorado.

No dia seguinte, os corpos foram retirados dos escombros. Aquele acontecimento terrível deixou todos traumatizados. Uma das pessoas que mais sentiu foi Taís, de treze anos, irmã da debutante Laís. Era muito apegada a ela.

Passaram-se anos. Taís se casou com um bom homem chamado Mauro e, com ele, teve dois filhos: Laís, em homenagem à irmã, e Lauro.

Taís sempre ouvia falar que no prédio onde ocorrera a tragédia, reconstruído tempos depois, as pessoas viam as luzes acesas no quinto andar, depois da meia-noite, quando o local estava vazio. Ouvia-se o som de valsa, várias pessoas que dançavam. Após quinze minutos, tudo desaparecia. Chamavam aquele baile sobrenatural de Dança das Almas.

O prédio, principalmente o quinto andar, era tido como assombrado. Fantasmas surgiam e desapareciam nos corredores ocupados por salas comerciais, o que não impedia que, durante o dia, as pessoas trabalhassem normalmente no local.

Quando Taís completou 35 anos, enfim, foi até o prédio para ver se era mesmo verdadeira a tão comentada Dança das Almas. Ao chegar, não entrou. Começou a chorar ao se lembrar da irmã e das muitas pessoas queridas mortas no incêndio.

À meia-noite, Taís viu o espetáculo sobrenatural, as luzes acesas, ouviu o som da valsa. Ela voltou a chorar e resolveu entrar no prédio. No quinto andar, avistou Laís na porta do salão. Tudo estava como há muitos anos.

— Minha irmã querida — disse Laís. — Eu estava esperando por você. Venha participar da valsa.

Taís não conseguiu falar de tão emocionada. Reencontrou o primo Pedro, namorado de Laís, que a chamou para dançar.

Quando a Dança das Almas estava prestes a terminar, Laís disse para a irmã:

— Nós esperávamos todos esses anos a sua vinda. Agora é hora de partirmos. O baile chegou ao fim, amigos! Vamos embora deste mundo. Minha irmã dançou, pois ela não tinha dançado na noite do meu aniversário.

As duas irmãs se abraçaram. Laís e os outros foram embora após abrirem um portal para o mundo espiritual.

O prédio nunca mais teve assombrações pelos corredores e não se viu mais lá a Dança das Almas. Taís ficou feliz por ter se despedido das pessoas que amava.

Bom, apesar da tragédia ao menos esse conto não teve um final tão infeliz, afinal Taís teve a oportunidade de rever e se despedir das pessoas que amava.

(Roberta Dias)

setembro 6 2011

A Manhã Perfeita – Gordon Banks

Acordei e olhei ao redor. O despertador ainda não tinha tocado; estava com meia hora de antecedência naquele dia. Eu queria chegar cedo ao trabalho para impressionar o chefe, afinal era o novo gerente de vendas da empresa. Batalhei durante meses com uma concorrência muito pesada pela promoção, mas havia uma semana o patrão finalmente reconhecera meus esforços e agora eu teria uma sala espaçosa no nono andar.

Levantei e abri a janela com entusiasmo. Fazia um dia lindo lá fora, uma manhã perfeita. Fiz a barba com calma, depois tomei um banho quente de dez minutos; o vapor encheu o banheiro e aquilo me acalmou. Fui para a cozinha e abri a geladeira; os restos da pizza da noite anterior estavam lá, atum e portuguesa, e pareciam convidativos. Resolvi comê-los e aí juntei ao menu mais duas bananas e um iogurte de mel. Terminei o café com um copo de suco de laranja que eu tinha preparado minutos antes de me sentar à mesa.

Coloquei minha camisa amarelo-canário, o dia pedia. Vesti o terno azul-escuro que combinava com a camisa e a gravata vermelha que combinava com o terno. Ia também estrear meus sapatos pretos novos. Um gerente nacional de vendas de aparência impecável. Prendi um guardanapo no colarinho enquanto escovava os dentes e, depois de jogá-lo fora, penteei o cabelo.

— Você está ótimo! — sorri e dei uma piscadela espirituosa para o cara do espelho.

Saí de casa e o dia estava maravilhoso, um céu azul e o sol brilhando, mas sem queimar a gente. Uma manhã perfeita. Era uma caminhada de cinco minutos até o metrô. Inspirei aquele ar fresco de agosto, verifiquei se não estava esquecendo nada, chaves, carteira, maleta, e então parti.

Eu era fã daquele tempo agradável. Logo antes de a primavera realmente começar, a mulherada geralmente usava pouca roupa na rua e eu estava estranhamente propício a passar cantadas naquela manhã. Estava me sentindo ótimo, tudo na minha vida ia bem naquele ano, saúde, família, amigos. A única coisa da qual eu sentia falta era uma companheira para compartilhar minha vida maravilhosa. Mas se dependesse de mim, esse problema logo estaria resolvido.

Entrei na estação do metrô e evitei as escadas rolantes. Sempre achei coisa de preguiçoso. Segui descendo pela escada fixa comum. Paralelo a mim estava a escada rolante que subia e uma pequena multidão de trabalhadores apressados.

Foi então que vi subindo pelas escadas rolantes, espremida no meio da multidão, a mulher mais linda na qual já colocara os olhos. Uma morena lindíssima de olhos cor de mel; usava um vestidinho social cor de grafite e uma bolsa que combinava com os sapatos pretos. Não consegui tirar os olhos dela e minha alegria foi indescritível quando percebi que ela também estava me encarando esfomeadamente, com um sorrisinho discreto no canto da boca. Eu tinha me barbeado e estava com meu terno azul-fatal. Estou irresistível, pensei.
Quando finalmente passamos um do lado do outro, arrisquei um sonoro oi que ela respondeu, muito simpática. Ainda descendo as escadas, virei a cabeça para continuar a vê-la e dizer mais alguma coisa. Foi quando ouvi um estalo logo abaixo de mim. Uma dor aguda e urgente me subiu pela perna e foi aí que me dei conta do meu tornozelo quebrado.

Tropecei e comecei a rolar pelas escadas. Devo ter ouvido mais uns dois estalos que indicavam que mais alguma coisa tinha se partido dentro de mim. A escada era longa e tive muito tempo para me machucar. Dava para sentir o peso do sangue escorrendo no interior do meu peito, de uma forma que ele obviamente não deveria estar. Nos últimos degraus da escada, meu cotovelo bateu no chão e virou meu corpo de frente ainda rolando. Dei uma cambalhota desajeitada que me lançou um metro no ar; aterrissei em cima da minha cabeça. Tentei gritar quando senti meu pescoço quebrando, mas meu corpo já não respondia.

Caí no átrio estirado, paralisado. A morena estava no alto da escada olhando horrorizada, algumas pessoas se aproximaram de mim. Ficou frio de repente, eu não sentia meu corpo direito, era uma sensação estranha. Meus olhos estavam abertos, mas não conseguia movê-los.

Não havia mais dor; percebi que não estava respirando e me desesperei ainda mais quando não houve nenhum reflexo do corpo pedindo por ar. Logo tudo começou a escurecer e senti que era o fim. Meu corpo estava se desligando, eu ia morrer.

Eu morri naquela manhã perfeita.

Uau! Que conto é esse? O homem se esforçou tanto para atingir seu objetivo e nem chegou a ocupar sua tão espaçosa sala no nono andar. Parece trágico e triste não é mesmo? Mas acontece! Coitado, morreu sem sua desejada e idealizada companheira para sua vida dita como tão perfeita.

(Roberta Dias)