junho 7 2010

Encarnação – José de Alencar

Encarnação - José de Alencar

Encarnação - José de Alencar

Essa noite não consegui dormir, então ao invés de ficar sofrendo com a situação, tratei de procurar algum livro. Corri rapidamente o olhar pela prateleira e disse: ops! Esse ainda não li e feliz me entreguei à leitura...

Nossa! E que romance lindo! Sofrido! Tive um pouco de dificuldade porque o autor utilizou palavras de seu tempo e não do meu, mas elas me fascinavam linha após linha.

Assim conheci o amor vivido por Hermano e Julieta, que durou até que a morte decidiu separá-los, levando para longe a alma de sua jovem e doce Julieta.

Hermano desde que perdera sua esposa, vivia de suas lembranças. Saudoso, refugiava-se nelas e nos pertences de Julieta, para alimentar os delírios de sua alma triste e doente.

Sua vida seguiu assim por cinco longos anos, quando surgiu Amália, tão jovem, tão alegre, tão sedutora.

Amália quando criança era vizinha de Hermano e Julieta. Certa vez tomada pelo impulso fez a travessura de espiar o jovem casal e quando os viu aos beijos riu fazendo-se notar. Julieta ficou envergonhada com sua privacidade invadida, mas Hermano a segurou e num gesto firme beijou-lhe a boca, como que para afrontar a curiosa menina.

A pequena Amália cresceu e o que vira na chácara ao lado de sua residência ficou adormecido em sua memória. Se mudou com a família e algum tempo depois retornou no auge de sua mocidade. Ela era linda! Os rapazes faziam filas para cortejá-la, desejavam desposá-la, mas para desespero de todos e de seus pais, a moça não pretendia se casar, ela acreditava que o amor só existia em poesias.

Certa noite Amália conheceu o Dr. Henrique, jovem médico, amigo de infância de Hermano e através dele conheceu toda a história do esquisito viúvo.

Amália se embriagou com os detalhes da vida daquele homem. Muito curiosa, passou a espioná-lo e aos poucos se apaixonou de tal forma por Hermano e sua história, que se viu completamente indefesa e a disposição para fazê-lo feliz.

Hermano e Amália se casaram e embora ele a amasse, não conseguia se entregar a ela, causando grande melancolia em sua jovem esposa. Ele sentia como se tivesse traído sua primeira esposa e enganado a segunda, acreditando não poder entregar-se a ela de corpo e alma como havia prometido.

Diante de muito empenho e sofrimento, Amália lutou pelo amor e pela sanidade mental de seu amado, salvando-lhe a vida não apenas do incêndio que ele provocara com o intuito de se matar e de acabar com tudo que lembrasse Julieta.

Graças a Amália, Hermano renasce para consumar a união dos dois de corpo e alma, vivendo um amor pleno, lúcido e no rostinho feliz de sua pequena filha, Hermano encontrou a resposta para seus questionamentos.

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Publicado 06/07/2010 por Roberta na categoria "..:: Leitura ::..

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