julho 2 2009

Sentindo na própria pele – Mônica de Castro

Sentindo na propria pele

O livro que retrata os tempos difíceis da escravidão no Brasil. Negros capturados e escravizados em um pequeno povoado angolano por tribos rivais, tornando-se serviçais de seus senhores negros, objetos a serem vendidos ou trocados por um punhado de fumo e de cachaça com os brancos.

Assim começa a historia de Mudima, “folha do limoeiro”. Aos 9 anos de idade fora arrancada de sua África amada, cruzando o oceano e trazida ao Rio de Janeiro, num porão fétido de um navio negreiro.

Mudima foi dada como presente de aniversário a pequena sinhazinha Aline, apenas um ano mais velha que ela e a partir daí passou a chamar-se Tonha, em homenagem à falecida cadelinha de sua sinhazinha, que morrera debaixo das patas de uma égua.

Com o passar do tempo, Aline tornara-se amiga de Tonha. Amigas inseparáveis, Aline, mesmo sem compreender sentia enorme carinho por Tonha, sendo capaz de dar sua vida para salvá-la.

Anos depois, em meio ao medo, ódio e inveja, as moças descobriram o “amor”. Aline com o jovem Cirilo e Tonha com Inácio, um médico recém formado, branco e de lindos olhos azuis.

O sofrimento sempre nos leva a questionamentos, então destaquei um trecho do livro para reflexão:

“O coração guarda ressentimentos que sobrevivem por séculos, e como não conseguimos enxergar que somos nós mesmos que provocamos o mal de que somos vítimas, costumamos nos vingar de nossos semelhantes”.

Esse livro é simplesmente lindo! Valeu cada sorriso ou lágrima derramada por mim.

Tonha, morreu aos 97 anos de idade, libertando-se assim do medo e das lágrimas, podendo então seguir a verdadeira vida de amor, luz e paz.

(Roberta Dias)

julho 1 2009

Brincando com papel

Avião Biplano
Avião Biplano

Aprendemos a lidar com o papel desde cedo. Alguns fazem isso em casa rasgando ou amassando o que não se deve ou o que já não tem serventia e só ocupa espaço, uns na escola durante as aulas de arte e outros em áreas mais específicas.

Lembro ter feito coisas bem interessantes nas aulas de direção de arte quando fiz o curso técnico em publicidade como, por exemplo, embalagens de produtos fictícios, maquetes, etc.

É bem verdade que optei seguir uma outra área, mas não deixo de reservar tempo para as brincadeiras e renovar conhecimentos adquiridos noutrora.

Antigamente mexer com papel, tesoura e cola, era basicamente brincar de recortar e colar. Hoje, com o termo evoluído e mais pomposo, passou a ser Arte em papel.

A imagem a seguir mostra o resultado gostoso dessa “Arte em papel”. Para mim um passatempo e tanto, para outros certamente uma fonte de renda.

(Roberta Dias)

julho 1 2009

O beijo das sombras – Richelle Mead

Quando criança, costumava sonhar com morcegos, dráculas e acordava aterrorizada.

Os sonhos vez ou outra repetiam-se e com isso, cresci preferindo não assistir filmes ou mesmo falar sobre coisas do gênero.

Após adulta, é a primeira vez que permito-me fazer parte de tal mundo fantasioso através da leitura do romance “O beijo das sombras”, de Richelle Mead.

O livro descreve a saga dos Moroi, vampiros vivos e pertencentes a realeza vampiresca, dos dampiros, oriundos da combinação entre os Moroi com humanos, exercendo a função de Guardiões dos Moroi, dispostos a lutar, dando suas vidas por eles e dos assombrosos Strigoi, vampiros mortos vivos que matam, alimentam-se do sangue dos nobres Moroi com o intuito de obter força e imortalidade.

É impossível não sensibilizar-se com a amizade sincera de Lissa e Rose, não mergulhar nos romances entre Lissa e Christian, mas principalmente no amor tórrido entre Rose e Dimitri.

É possível invadir as páginas do livro, sentir a emoção, imaginar todas as cenas e enroscar-se na teia das tramas alí descritas, provando que ter sido “beijada pelas sombras” não era algo tão simples quanto parecia. Gostei do livro!

(Roberta Dias)