julho 11 2009

Sono

Quanta saudade!
Tenho uma lembrança grata da pessoa ausente,
Mas estou cansada, com sono,
Ainda não sei bem,

Se o que sinto é bom ou ruim,
Apenas sinto,
O sono embala os dias,
Mas quando a noite chega, não durmo,

Rolo de um lado para o outro, ouço boas músicas, leio ótimos livros,
E ainda assim não durmo, quero a insensibilidade dos sentidos,
Que o repouso proporciona, quero o sono dos justos,

E minha mente como uma sentinela,
simplesmente não deixa de exercer,
Sua eterna vigilância.

(Roberta Dias)

julho 9 2009

Naema a Bruxa (Lenda de feitiçaria do século XV) – Wera Krijanowsky

Naema a Bruxa - Lenda de feitiçaria do século XV

O romance Naema a Bruxa, de , conta à história de amor entre Leonor e Walter.

Eles viviam numa cidadezinha de Freiburg, em Breisgau, entre a Floresta Negra e o Reno, na Alemanha.

Nessa época, a população sofria com a loucura de destruição, o medo da magia, dos sortilégios e flutuava uma nuvem negra no ar.

Pessoas eram acusadas de bruxaria, penavam com “O martelo das feiticeiras”, terrível manual utilizado pelos juízes, publicado pelo dominicano Sprenger, a fim de auxiliar a desvendar as artimanhas do demônio.

Walter, nobre fidalgo, apaixonara-se por Leonor, uma bela jovem de origem humilde e bordadeira de mão cheia.

Apesar dos obstáculos e da oposição de sua mãe, Walter pediu a mão de Leonor em casamento, mas não imaginara que seu gesto condenara a amada e toda a sua família à morte.

Denunciados por bruxaria, Leonor e sua família foram julgados e condenados à fogueira.Leonor e sua tia Brígida foram submetidas à tortura porque ousaram negar o crime. Seu pai enforcara-se numa das celas da prisão para fugir da fogueira e sua tia não resistira aos ferimentos.

Invocado por uma velha negra de uma das celas, surge mestre Leonardo, que imediatamente colocou os olhos em Leonor e fez-lhe uma proposta, mas para aceitá-la, a jovem teria que abandonar o passado, renegar a Santa Igreja e só assim se livraria da fogueira. Apesar de aterrorizada, ela aceitou as condições do pacto e desapareceu misteriosamente.

Walter desesperou-se com a notícia da morte de sua amada. Tempos depois apesar de todo o seu sofrimento e amor sem fim, finalmente cedeu aos apelos de sua mãe e aceitou desposar Filipina mesmo sem amá-la.

No dia de seu casamento, Walter recebeu misteriosamente Naema de presente, uma estátua de cera com as belas feições de Leonor e seus lindos cabelos dourados. Ele passou a venerar Naema, cuja semelhança com sua amada aflorava ainda mais o amor que jamais deixara de sentir e entregara-se aos encantos de Naema, que todas as noites o enfeitiçava e entorpecia.

Levado pela tentação de permanecer ao lado de Leonor, caiu nas garras de mestre Leonardo.

Walter conseguiu ser resgatado, mas para realmente libertar-se teria que travar uma verdadeira batalha entre o bem e o mal.

Ao reconciliar-se com Cristo tornara-se frei Miguel e dedicara-se aos necessitados e a luta para resgatar sua amada.

De fato a história deste livro é pesada, mas passa um ensinamento e um sentido moral do que conduz à perdição e do que leva a salvação.

Excelente esse livro!

(Roberta Dias)

julho 8 2009

Até que a vida os separe – Mônica de Castro

Até que a vida os separe

O livro conta à história de um ilustre casal da alta sociedade carioca, que na tentativa de fugir dos problemas, partem numa viagem para a Europa e se vêem na Alemanha, quando Adolf Hitler invade a Polônia.

Em plena Segunda Guerra Mundial, o casal teme por suas vidas. Não eram alemães e nem judeus, mas não sabiam o que poderia lhes acontecer se permanecessem lá.

Prepararam as malas apressadamente, dirigiram-se para a estação a fim de embarcar no primeiro trem rumo a Suíça.

Logo que o trem chegou, apavoraram-se com tamanho tumulto. Confusos com a gritaria, correria e som dos apitos, estavam diante de uma desconhecida com algo nas mãos, que mais parecia uma trouxa de roupa.

A estranha mulher judia, com olhar suplico esticou as mãos, entregou a aparente trouxa e continuou sua fuga.

Ao olhar para o que tinha nas mãos, Flávia não pode conter sua emoção e recebera aquele recém nascido como um presente de Deus.

A contra gosto, Paulo aceitou criar o lindo menino, o registrou assim que chegaram a Suíça e os três retornaram ao Brasil.

A partir daí começa a história de Fabrício, filho amado e defendido por Flávia e desprezado por Paulo.

Quando li a sinopse deste livro, fiquei curiosa para entender o que acontece quando pais amam um filho e rejeitam o outro, quando deveriam amá-los de forma igual. Então, ao ler efetivamente o livro, emocionei-me com a bondade de Flávia, por ter aceitado Fabrício em seu coração e por tê-lo criado como seu.

Senti enorme indignação com a postura de Paulo e agradeci a Deus por não ter passado por situação semelhante, pois embora tenha sido adotada, fui criada como legítima e legítimos são os laços de amor que nos une até hoje, porque os laços de sangue não necessariamente dizem alguma coisa.

Valeu a pena ler cada linha desse livro e destaquei um trecho que despertou muito a minha atenção:

“O amor, existe dentro de todos nós, embora algumas vezes não esteja visível ou aparente. Basta que lhe demos chance e ele florescerá em sua plenitude”.

(Roberta Dias)

julho 7 2009

Nada é por acaso – Zibia Gasparetto

Nada é por acaso

O livro conta à história de Marina, que ainda criança viu sua mãe ser abandonada pelo pai grávida de seu irmão.

Apesar do sofrimento e das dificuldades, Ofélia sustentava os filhos costurando exaustivamente para fora, sem nenhum tipo de luxo.

Reconhecendo o esforço e sacrifício da mãe, Marina empenhou-se ao máximo em seus estudos, mudou-se para outra cidade, cursou a faculdade, formou-se em direito e ajudava a mãe e o irmão do jeito que podia.

Embora trabalhasse num bom escritório de advocacia, almejava trabalhar por conta própria, para assim trazer sua família para junto de si e foi justamente quando Adele surgiu em sua vida com uma proposta mais do que ousada.

Envolvida pelo desejo de prosperar e dar melhores condições à família, Marina não só aceitou, como cumpriu com o acordo feito com Adele.

Ainda virgem Marina entregara-se a Henrique, genro de Adele, durante três noites seguidas sem que nenhum dos dois pudesse se enxergar ou conversar e a partir de então jamais poderiam voltar a se aproximar.

Assim era o acordo, mas a vida segue seus próprios caminhos e por vezes acontecem coisas difíceis de explicar.

Ao ler o livro, é possível compreender os acontecimentos com clareza e perceber que simplesmente não existe erro. Então destaquei um pequeno trecho para reflexão:

“O entendimento eleva, traz discernimento, amadurece, enquanto o julgamento limita, dificulta, atrai sofrimento”.

(Roberta Dias)

julho 7 2009

Coala-Bala

Coala-Bala

Em minha primeira tentativa de fazer coisas com biscuit, surgiu esse bichinho esquisito e que chamei de coala-bala.

Ele mora na casa dos meus pais e quando o dei para a minha mãe ela riu muito, meu pai fez um gesto indefinido com a cabeça e sorriu gostosamente. Desde então o bolotinha azul está lá em cima da estante do quarto deles.

Estava aqui revendo fotos que tirei em 2003 e quando vi essa daí, não pude deixar de lembrar das nossas boas risadas.

Aquele foi realmente um dia chucrute!

(Roberta Dias)