maio 26 2014

A Lei de Causa e Efeito

Não se sabe ao certo onde mora,
A alma fria como gelo, o olhar perdido no horizonte,
No tempo e na ilusão da falsa facilidade,
Através de uma porta mais larga,

Todos os dias te perguntas o que fez,
E a resposta é sempre a mesma,
Porque o mundo não é cruel,
Apenas faz cumprir a Lei de Causa e Efeito,

Tudo que fazes, sentes e dizes retornam para ti,
E não adianta fazer-te de desentendido,
O bem e o mau está em todos nós,

Mas prevalece aquele que for melhor alimentado,
Qual lado teu alimentas mais? Pare por alguns segundos,
Reflita e decida, pois só tu responderá por tua escolha.

(Roberta Dias)

maio 22 2014

Estilhaça-me – Tahereh Mafi

Livro entilhaca-me

O romance Estilhaça-me, de Tahereh Mafi, publicado pela Editora Novo Conceito, tradução de Robson Falchetti, é o primeiro da autora, considerado sedutor por Lauren Kate do The New York Times e, conta a trajetória dolorosa de uma menina por ter nascido com um dom.

Ainda pequenina fora trancada em seu quarto por seus pais, pelo medo que sentiam dela e pela ideia de terem gerado um monstro.

Rejeitada pelos próprios pais e pela sociedade Juliette fora trancafiada e largada á própria sorte em um manicômio como se fosse louca. Um quadrado de concreto frio, úmido, sem iluminação, apenas uma porta de ferro e uma janela pequena demais de vidro por onde passava a claridade do sol e da lua.

Juliette sempre dizendo a si mesma “eu não sou louca”, vivia em seu mundo particular. Aprendeu sozinha como sobreviver às maldades em que era submetida naquele lugar, e apesar da fragilidade de seu corpo já magro, das dores que sentia em seus ossos e de sua mente torturada com a ideia de ser realmente uma aberração monstruosa.

Aos dezessete anos avisaram-na que ela teria um companheiro de cela e ao ver que se tratava de um rapaz temeu ainda mais por sua vida. A presença daquele rapaz criou um conflito dentro de seu ser porque mesmo apavorada havia algo que lhe dará a certeza de já conhecê-lo e, conhecia mesmo, ele fora seu coleguinha de escola, o único que a olhava como ser humano.

Era boa a sensação de ter alguém com quem conversar mesmo com o pavor de ser uma armadilha para mata-la, mas nem por isso a jovem deixou de orientá-lo e ajuda-lo para que ele não sofresse com as mesmas situações que ela enfrentou lá dentro. Adam que ao chegar a tratou de forma grosseira, mas não ficou insensível ao gesto dela para com ele.

E assim duas semanas se passaram quando ambos ouviram as duas batidas na porta e uma voz dizendo-lhes para que saíssem porque seriam transferidos para outro local, que na verdade era um quartel altamente vigiado.

Ao sair Juliette surpreendeu-se com o que havia restado de seu antigo mundo devastado pelos mesmos homens que garantiram reestabelecer a ordem e a normalidade, o que se provou ser uma mentira, já que estavam dominados apenas pelo desejo de destruição e poder.

No quartel a jovem conheceu Warner, viu muitos soldados leais sob seu comando, quando tomou ciência de que Adam havia sido colocado propositalmente em sua cela e, mesmo sentindo-se traída por ele, algo a impedia de sentir raiva dele.

Adam foi designado para vigiar Juliette e não demorou muito para que ela se desse conta de que ele não era um traidor, mas sim seu aliado por algo muito maior que os dominava, o amor que um sentia pelo outro.

Warner estava fascinado pelo dom de Juliette, especialmente pelo poder que teria tendo-a como aliada, porém a jovem não desejava machucar as pessoas, mas precisou jogar segundo as regras para ganhar tempo até arrumar uma forma de fugir.

Inesperadamente surge a oportunidade de fuga, não era bem o planejado, mas Adam e Juliette escaparam e se esconderam na casa que Adam construiu, mas ambos sabiam que muito em breve teriam de partir, mas imensa fora a alegria de Adam ao rever seu irmão James de dez anos de idade, mais um sobrevivente órfão por culpa do sistema.

Completamente cansados eles dormem e pela manhã se assustam com as batidas na porta. Juliette congela de medo imaginando ser Warner atrás deles, mas era Kenji, um soldado que por ser amigo de Adam foi torturado para revelar o paradeiro deles, contudo conseguiu fugir. Apesar da desconfiança de ser uma emboscada Adam cuidou dos ferimentos de Kenji, quando os soldados invadiram as ruas e na tentativa de fuga Adam se feriu gravemente.

Com uma força interior extraordinária Juliette escapa de Warner e segue em busca de Adam. Quando o encontra ambos rezam para que Kenji e James estivessem no local combinado. Sem opção eles decidem crer que Kenji realmente tem um local onde possam se esconder em segurança e ele não mentiu quanto a isso.

Assim que eles chegaram Adam imediatamente fora levado numa maca para a área médica. Juliette ainda desconfiada inutilmente pergunta sobre seus amigos, mas também recebia tratamento para o corpo e para alma revigorando suas energias, enquanto James estava sendo muito bem assistido pelos que ali residiam.

Após alguns dias Juliette teve a oportunidade de conhecer um pouco mais o local. Conversou com as pessoas, com o responsável por tudo aquilo, tomou conhecimento que lá a maior parte das pessoas tinha algum tipo de dom assim como ela e que permaneciam lá para aprenderem a lidar e controlar estes dons, usando-os em benefício de um bem coletivo.

Finalmente Juliette compreendeu que não era uma aberração e se tranquilizou ao ver seu amado Adam completamente recuperado de suas lesões, o pequeno James alegre, Kenji como sempre brincalhão, protegidos e se preparando para a batalha contra a ganância pelo poder que ainda estava lá fora a procura de Juliette, exterminando pessoas inocentes e os recursos naturais do planeta.

Quando segurei este livro nas mãos vi que se tratava de um romance e, como nunca escondi de ninguém eu realmente aprecio ler romances, mas o que mais achei curioso foi às frases da capa:

Tenho uma maldição.
Tenho um dom.

Sou um monstro.
Sou sobre-humana.

Meu toque é letal.
Meu toque é poder.

Sou a arma deles.
Lutarei contra eles.

Imediatamente o separei e comprei. A parte do romance deixo a cargo de vocês caso se interessem e desejem ler o livro como fiz e, tirando suas próprias conclusões, até mesmo retornando aqui para trocarmos ideias.

(Roberta Dias)

abril 8 2014

Quem disse que foi difícil capiau?

Em poucas cutucadas fez-se cair por terra,
A máscara doce do suposto controle,
Da mansidão disfarçada, e finalmente,
Colocando as garrinhas de fora,

Expondo a ignorância típica de capiau,
De quem não distingue o falar, o expressar,
Metafórico permitido pela linguagem,
Ó criatura insignificante!

Quem será mesmo ter duas caras?
Da latrina de onde vieste regressará,
E de nada adianta tentar,

Porque certo como um mais um é igual a dois,
O falso cego despertará e cozinhando-te fará,
Com que proves merecidamente do amargo fel.

(Roberta Dias)

outubro 24 2013

Diante dos pais

É espantoso observar a desenvoltura e inteligência das crianças nos dias de hoje. No meu tempo de menina, talvez por conviver mais com adultos, amadureci cedo, principalmente através do amor, auxílio, orientação e vigilância constante dos meus pais.

Meu pai costumava repetir muitas vezes: filha, jamais se misture com pessoas de nível econômico, social e cultural muito abaixo do seu, porque a grande maioria delas vai tentar arrastá-la para a mesma condição em que vivem, e como os filhos são moldados de acordo com os exemplos de seus pais, assim como do universo a sua volta, cresci seguindo a orientação de meu pai.

Já a minha mãe, muito diferente dele me ensinou que somos todos irmãos e filhos de Deus independente de classe social, religiosa, financeira ou cultural.

Quantas vezes ela tirou de si mesma para doar aos mais necessitados? Jamais sentiu pena ou se arrependeu de seus atos. Íntegra, fiel ao seu marido e mãe dedicada, sempre esbanjando simplicidade, elegância, alegria e fé, por mais difíceis que as coisas estivessem.

É lógico que sinto saudades de sua presença carnal, mas em mim ela permanece mais viva do que nunca e vai sempre ser insubstituível.

O que me surpreende hoje é ver meu pai descendo os degraus, se deixando arrastar para baixo e fazendo exatamente o oposto do que me ensinou a vida inteira, o que não faz muito sentido para mim já que com quase 72 anos de idade sua bagagem e experiência de vida teoricamente deveria ser ainda maior.

Tenho ciência de que não devo e nem posso escolher por ele, afinal ele é dono de suas escolhas e é ele mesmo quem irá responder por cada uma delas. A mim cabe apenas pedir a Deus que olhe por ele e respeitar seu livre arbítrio, e da mesma forma ele deve respeitar o meu em não querer compactuar com o que discordo. O máximo que posso fazer é continuar rezando a cartilha de minha amada mãe, onde aprendi a ser e agir como gente, sempre educada, propiciando um convívio pelo menos respeitoso, isto porque amo verdadeiramente o pai que Deus me presenteou ao vir ao mundo, que preencheu e zelou completamente por seu papel, jamais deixando em mim nenhum tipo de vazio, por isso disse e repito: meus pais são aqueles que me criaram e me deram amor. Aos biológicos que me geraram deixo meu respeito, mas não era para eu crescer em meio deles e a Deus meu eterno agradecimento por dar minha tutela a um pai e a uma mãe tão especiais.

Pai divergimos em nossa forma de pensar, ver e viver a vida, mas jamais se esqueça, depois de DEUS e de teus pais, ninguém irá amá-lo e querer o teu bem mais do que a Paula e a Roberta.

(Roberta Dias)

outubro 23 2013

Pesquisa sobre o Amor – J. Herculano Pires – Parte 3 e Conclusão

Pesquisa sobre o Amor

Lamentavelmente fica claro que a maioria dos casamentos ou quaisquer tipos de uniões ocorrem por interesse devido aos fatores econômicos, financeiros, políticos e sociais.

Menciona os tão conhecidos feitiços de amor que nada mais são que aviltamento da afetividade, com intenções inferiores, que só existem por conta da própria incapacidade do Homem atual para se libertar por meio de medidas disciplinadoras, otimistas e culturais, porque a inteligência humana continua amarrada.

As classes sociais ricas pregam que as menos favorecidas devem ser esterilizadas, mas elas mesmas acabam por fazer o contrário do que dizem, já que se as classes ricas se esterilizarem as pobres dominarão o futuro, daí não haverá classes privilegiadas para formular teorias refinadas sobre a preservação da estética e da elegância, embora não deixem de ter sua importância no mundo.

O centro de gravidade do Homem está no “EU”. Se o “EU” permanecer fechado em si mesmo, no egocentrismo, as suas potencialidades não seguirão na direção do altruísmo.

Temas como: amor à primeira vista, almas gêmeas, amor, sexualidade e realidade, o romantismo em suas diversas fases de acordo com a evolução humana, amor e desejo onde quem ama, quer, quem quer, deseja, que nasce da essência do Ser, a mulher no amor que em todos os tempos foi a grande sacrificada, sendo colocada em plano inferior pela sociedade, não tendo sequer o direito de amar, cabendo-lhe a função passiva de ser amada, tornando-a uma presa e objeto de conquista, e o amor na era cósmica, que devido a sequencia das civilizações terrenas constitui a perspectiva história de nosso mundo.

A conclusão que cheguei é que é preciso estar preparado para ler e compreender este livro. Sentir, deixar que tudo entre na mente e em nossos corações para efetivamente aprendermos alguma coisa dentro de tudo que foi lido.

O autor utilizou algumas palavras não tão comuns em nosso dia-a-dia, e digo sem a menor vergonha que desconhecia algumas delas, recorrendo ao dicionário para melhor entende-las. Foi possível ter uma ideia do que significavam dentro do contexto.

Poderia tê-las substituído para facilitar a leitura de vocês, mas estaria retirando de vocês a escolha pela busca do saber. A leitura muito nos engrandece, amplia nossos horizontes, nos transporta para universos e realidades distantes ou bem próximas das que vivemos, mas que teimamos em fingir desconhecer, e alguns literalmente desconhecem.
O trecho que deixo para vocês é o seguinte: “ao amor da velhice é oferecida a opção da família, das novas gerações que brotam do tronco agora envelhecido, mas ainda firme e ereto, com seus ramos abertos ao céu”.

Amigos nada é forçado, mas podemos amortecer as trepidações da existência na fase de chegada ao destino, em que batalhas foram vencidas por aqueles que souberam lutar com plena consciência dos seus objetivos.

(Roberta Dias)