outubro 24 2013

Diante dos pais

É espantoso observar a desenvoltura e inteligência das crianças nos dias de hoje. No meu tempo de menina, talvez por conviver mais com adultos, amadureci cedo, principalmente através do amor, auxílio, orientação e vigilância constante dos meus pais.

Meu pai costumava repetir muitas vezes: filha, jamais se misture com pessoas de nível econômico, social e cultural muito abaixo do seu, porque a grande maioria delas vai tentar arrastá-la para a mesma condição em que vivem, e como os filhos são moldados de acordo com os exemplos de seus pais, assim como do universo a sua volta, cresci seguindo a orientação de meu pai.

Já a minha mãe, muito diferente dele me ensinou que somos todos irmãos e filhos de Deus independente de classe social, religiosa, financeira ou cultural.

Quantas vezes ela tirou de si mesma para doar aos mais necessitados? Jamais sentiu pena ou se arrependeu de seus atos. Íntegra, fiel ao seu marido e mãe dedicada, sempre esbanjando simplicidade, elegância, alegria e fé, por mais difíceis que as coisas estivessem.

É lógico que sinto saudades de sua presença carnal, mas em mim ela permanece mais viva do que nunca e vai sempre ser insubstituível.

O que me surpreende hoje é ver meu pai descendo os degraus, se deixando arrastar para baixo e fazendo exatamente o oposto do que me ensinou a vida inteira, o que não faz muito sentido para mim já que com quase 72 anos de idade sua bagagem e experiência de vida teoricamente deveria ser ainda maior.

Tenho ciência de que não devo e nem posso escolher por ele, afinal ele é dono de suas escolhas e é ele mesmo quem irá responder por cada uma delas. A mim cabe apenas pedir a Deus que olhe por ele e respeitar seu livre arbítrio, e da mesma forma ele deve respeitar o meu em não querer compactuar com o que discordo. O máximo que posso fazer é continuar rezando a cartilha de minha amada mãe, onde aprendi a ser e agir como gente, sempre educada, propiciando um convívio pelo menos respeitoso, isto porque amo verdadeiramente o pai que Deus me presenteou ao vir ao mundo, que preencheu e zelou completamente por seu papel, jamais deixando em mim nenhum tipo de vazio, por isso disse e repito: meus pais são aqueles que me criaram e me deram amor. Aos biológicos que me geraram deixo meu respeito, mas não era para eu crescer em meio deles e a Deus meu eterno agradecimento por dar minha tutela a um pai e a uma mãe tão especiais.

Pai divergimos em nossa forma de pensar, ver e viver a vida, mas jamais se esqueça, depois de DEUS e de teus pais, ninguém irá amá-lo e querer o teu bem mais do que a Paula e a Roberta.

(Roberta Dias)

outubro 23 2013

Pesquisa sobre o Amor – J. Herculano Pires – Parte 3 e Conclusão

Pesquisa sobre o Amor

Lamentavelmente fica claro que a maioria dos casamentos ou quaisquer tipos de uniões ocorrem por interesse devido aos fatores econômicos, financeiros, políticos e sociais.

Menciona os tão conhecidos feitiços de amor que nada mais são que aviltamento da afetividade, com intenções inferiores, que só existem por conta da própria incapacidade do Homem atual para se libertar por meio de medidas disciplinadoras, otimistas e culturais, porque a inteligência humana continua amarrada.

As classes sociais ricas pregam que as menos favorecidas devem ser esterilizadas, mas elas mesmas acabam por fazer o contrário do que dizem, já que se as classes ricas se esterilizarem as pobres dominarão o futuro, daí não haverá classes privilegiadas para formular teorias refinadas sobre a preservação da estética e da elegância, embora não deixem de ter sua importância no mundo.

O centro de gravidade do Homem está no “EU”. Se o “EU” permanecer fechado em si mesmo, no egocentrismo, as suas potencialidades não seguirão na direção do altruísmo.

Temas como: amor à primeira vista, almas gêmeas, amor, sexualidade e realidade, o romantismo em suas diversas fases de acordo com a evolução humana, amor e desejo onde quem ama, quer, quem quer, deseja, que nasce da essência do Ser, a mulher no amor que em todos os tempos foi a grande sacrificada, sendo colocada em plano inferior pela sociedade, não tendo sequer o direito de amar, cabendo-lhe a função passiva de ser amada, tornando-a uma presa e objeto de conquista, e o amor na era cósmica, que devido a sequencia das civilizações terrenas constitui a perspectiva história de nosso mundo.

A conclusão que cheguei é que é preciso estar preparado para ler e compreender este livro. Sentir, deixar que tudo entre na mente e em nossos corações para efetivamente aprendermos alguma coisa dentro de tudo que foi lido.

O autor utilizou algumas palavras não tão comuns em nosso dia-a-dia, e digo sem a menor vergonha que desconhecia algumas delas, recorrendo ao dicionário para melhor entende-las. Foi possível ter uma ideia do que significavam dentro do contexto.

Poderia tê-las substituído para facilitar a leitura de vocês, mas estaria retirando de vocês a escolha pela busca do saber. A leitura muito nos engrandece, amplia nossos horizontes, nos transporta para universos e realidades distantes ou bem próximas das que vivemos, mas que teimamos em fingir desconhecer, e alguns literalmente desconhecem.
O trecho que deixo para vocês é o seguinte: “ao amor da velhice é oferecida a opção da família, das novas gerações que brotam do tronco agora envelhecido, mas ainda firme e ereto, com seus ramos abertos ao céu”.

Amigos nada é forçado, mas podemos amortecer as trepidações da existência na fase de chegada ao destino, em que batalhas foram vencidas por aqueles que souberam lutar com plena consciência dos seus objetivos.

(Roberta Dias)

outubro 22 2013

Pesquisa sobre o Amor – J. Herculano Pires – Parte 2

Pesquisa sobre o Amor

Freud exalta na psicanálise a importância da parelha pai-mãe para o desenvolvimento de uma criança. Um pai e uma mãe têm funções específicas definidas e insubstituíveis na formação de um filho (a), no desenvolvimento de seu ego e superego.

Dentro do aspecto fundamental o amor une dois seres como se fossem apenas um, vencendo todas as dificuldades, contratempos da existência, ignorando o fastio da rotina e nenhum pode substituir qualquer dos dois, e se um morrer o outro continuará fiel a sua memória até o fim de sua vida, evitando situações vexatórias em que pessoas maduras se colocam em risco, se expõem ao ridículo por ignorância e somente a pré-disposição de enxergar com clareza e os recursos culturais podem afugentar as trevas e a cegueira oriundas da ingenuidade, vaidade, teimosia, fragilidade e pelo doce sabor deixado pelas ilusões passageiras, porque o ato do amor é pessoal, individual e ôntico. Ele brota da estrutura psíquica de uma pessoa definindo da ação relacional de um indivíduo para o outro.

O homem é inferior diante da imensidade cósmica. Numa avaliação quantitativa esta inferioridade é compensada qualitativamente justamente pela importância de suas potencialidades, afinal todos nós somos capazes de aprender, de saber diferenciar o certo do errado, o bem do mau, mas usará de seu livre arbítrio para fazer suas escolhas. Infelizmente o empobrecimento do amor precipita a queda de todos os valores do espírito em ascensão.

O desespero e a tensão das fases da permanência dos valores e anseios fora do esquema consciencial necessita romper com sua própria natureza, desumanizando-se e caindo na barbárie, tornando a luta contra as leis da consciência numa luta contra a humanidade e a pretensão humana, paga bem caro pelo seu atrevimento.

Porém como lidar com o misto de terror, prazer, angústia e culpa com todas as variações emotivas e desequilíbrios sensoriais da personalidade psiconeurótica? Tudo isso se torna algo meio que tóxico-alucinógeno e de extremo poder de viciação, o charco do amor, que após transbordar passa a ser desejo, loucura. As grandes potências ciosas de seus segredos e poderio preparam em silêncio a liquidação atômica do planeta. Assim não adianta pregar o amor a um mundo enlouquecido, todavia se na maior parte do tempo agirmos, pensarmos e falarmos com amor, já estaremos dando nossa contribuição. Todos nós somos amor e cada vez que quisermos dar um pouco de nós mesmos aos outros já seremos uma pequena fonte, como um pequenino oásis em que borbulha a fonte de água pura e fresca diante de um viajante.

Equivocados estão os que acreditam que o amor é fruto da convivência, porque amor é uma coisa e convivência é outra bem diferente. É obvio que da convivência possa surgir uma forma de amor “comodista” onde ambas as partes se fazem de “muletas” uma da outra. Só que isso está longe de ser chamado de amor, aquele amor com letra maiúscula, poético, encantador, pleno e preenchedor que todos sonhamos em viver, segundo Sócrates nos livrando do vazio, mas esse amor não nasce da convivência. Em relacionamentos assim se estabelece uma espécie de tolerância onde um atura o outro de acordo com suas conveniências.

Continuação…

(Roberta Dias)

outubro 17 2013

Pesquisa sobre o Amor – J. Herculano Pires – Parte 1

Pesquisa sobre o Amor

Este livro mostra o resultado de experiências realizadas para descobrir a força e a necessidade do amor, nos levando a reflexão e ao discernimento entre o que é o amor e o que é o sexo, ensinando-nos a amar.

É fato que a solidão do ser leva a busca do outro. O problema consiste nos equívocos que ocorrem no decorrer da mesma, atraindo para aquele que procura sofrimentos terríveis, já que os homens não podem avaliar o amor, eles apenas aviltam a si mesmos.

Vale lembrar que as maiores tragédias surgem da incompreensão, do delírio das paixões, pois o ser imagina no real-irreal, caindo no onjeto que somente a angústia, o desespero e a dor podem quebrar esta barreira e libertá-lo de si mesmo.

Cair na rotina ou acomodar-se leva-nos a estagnação e a diminuição da flexibilidade resulta na estagnação completa.

Se o homem é o ser de si mesmo, a alma, a personalidade, e o eu oculto que só revela no processo de relação, não serão quinze dias ou três meses tempo suficiente para fazer enxergar as deformações da realidade.

A natureza dramática do homem decorre das contradições internas de sua posição existencial, logo é comum a confusão da alma com o corpo, que transforma o amor em algo amesquinhado e aviltado que se vinga do homem nivelando-o e rebaixando-o aos animais, a diferença é que os animais pelo menos possuem a desculpa da inconsciência, mas e os homens, quais desculpas usam?

O amor se desloca do romantismo para o racionalismo, pois somente a razão pode captar a natureza real do sentimento e descobrir seu verdadeiro sentido.

A expressão italiana “fazer amor” propagou-se no mundo contaminando as novas gerações, expressando o amor de forma baixa, repugnante, rebaixando-o as sensações carnais.

Uma pesquisa feita no Rio de Janeiro revelou que a maioria dos jovens universitários não faz nenhuma distinção entre o amor e o sexo, por isso a pesquisa sobre o amor necessitou ser feita com pessoas adultas, amadurecidas na vivência do amor.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam a paixão não é excesso de amor, mas sim um desequilíbrio. O amor é uma força criadora e não destruidora. Ele cria, ampara, perdoa, não escraviza, humilha, maltrata ou mata o outro em vida tirando-lhe o direito de escolha e de viver.

Quanto a isso o que se pode fazer é educar os sentimentos, orientar a afetividade canalizando as energias para que se façam homens e não lobisomens. Quem nunca se deparou na vida com pessoas que parecem boas, mas que trazem em suas entranhas os instintos de um lobo? A popular expressão “lobo em pele de cordeiro” sintetiza isso com perfeição.

Continuaçao…

(Roberta Dias)

outubro 11 2013

Quebrando a Rotina

No dia 19 de setembro estávamos dentro da Kalunga quando o Big telefonou para o Márcio nos convidando pra ir à casa do primo deles Anderson. Engraçado foi ouvir o Marcio dizendo: e cara nem rola! E o Big perguntando: como está a serotonina da Beta?

O Márcio estava crente que eu daria para tras mas se deu mal. Saimos do shopping, passamos em casa, tacamos algumas coisas numa mala média para os dois e nos mandamos para pegar o Big.

Graças a Deus a ida foi tranquila. Talvez surja alguma multa indesejada por conta das distrações do Márcio, mas valeu à pena. Conversamos, rimos, ouvimos música, eles falaram sobre a banda (Profusão Sonora) pra não perder o costume (risos), até que chegamos.

Recepção melhor impossível por parte do Anderson de da “ricota”, uma boxer branquinha linda, festeira, carinhosa e obediente, que nos cheirou, lambeu, nos empurrou porque ela é forte e além de tudo é engraçada.

Márcio morre de medo de cães, eu ria só de olhar a cara dele e imaginar ele pensando: não posso demonstrar medo, não posso!
Pois a ricota só queria mesmo era brincar e a cada pulo que dava em cima dele era uma comédia, só pra vocês terem uma ideia ele, Big e ricota estavam na sala assistindo o Rock in Rio. Anderson no quarto dele dormindo, eu dormindo no quarto de hóspedes e Big e Márcio vendo os shows, Márcio sentado no chão próximo ao sofá em que a doce ricota tirava sua soneca.

E a música rolando… de repente Márcio só sente a pata da ricota dando umas pancadas na cabeça dele, que vira pro Big e diz: ô Felipe, ela ta me dando umas mocas. Big responde: que nada ta sonhando. O show continua, ricota segue em seu soninho tranquilo e Big adormece. Não sei que música tocou que tanto a ricota quanto o Big acordaram, sendo que a ricota chacoalhou a cabeça e na mesma hora diz Márcio: ouuuu vai babar na minha cabeçaaaa!

A ricota é simplesmente encantadora! A danadinha tem mais educação do que muita gente, é esperta. Ela foi lamber o Márcio e ele disse: nãoooo! Vai lamber o Felipe! E não é que ela foi… gargalhadas³

Fomos a um barzinho tranquilo com música ao vivo mas não demoramos.

Na manhã seguinte metemos o pé na estrada e fomos à Itatiaia, Penedo e em Visconde de Mauá. O mundo é mesmo pequeno pra caramba, eu lá nos confins do mundo, admirando a cachoeira e encontro minha vizinha de porta do ex condomínio de que morava. Então lembrem-se: nunca fiquem falando mal dos outros pela rua porque a pessoa pode estar do seu lado ouvindo tudo. Faça melhor, na falta de boas coisas para dizer sobre os outros mantenha-se calado.

Foi gratificante rever minha vizinha, nos abraçamos, conversamos um pouco e ela se foi. Na volta fomos parando aqui, ali e aproveitamos para almoçar.

O clima por lá é muito bom. Lojas de artesanato, fábrica de chocolate, restaurantes e o que considero a melhor parte que é ter contato com a natureza. Só não fiquei mais tempo porque estava preocupada com o meu peixinho em casa sem comida.

Segue abaixo algumas fotos.

Beijos,

(Roberta Dias)