maio 28 2014

Dor familiar

Que dor é esta que adormece,
E momentaneamente suaviza,
Mas retorna a cada lembrança,
De promessas não cumpridas,

Movimentando a água parada,
Tornando-a turva, suja, impura,
Como esgoto armazenado,
Carente de periódica limpeza,

Para não transbordar em ódio,
Ou amargura no coração já mutilado,
Descrente das palavras de seu tutor,

Temporário e passível de erros,
Que a sua maneira fez o melhor que pode,
E apesar do constante sofrimento lhe sou grata.

(Roberta Dias)

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Publicado 05/28/2014 por Roberta na categoria "..:: Devaneios ::..

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