julho 4 2010

Chão de Giz

Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre
Um Chão de Giz
Há meros devaneios tolos
A me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas
Amiúde!
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes…

Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe
Um grão-vizir
Há tantas violetas velhas
Sem um colibri
Queria usar quem sabe
Uma camisa de força
Ou de vênus
Mas não vou gozar de nós
Apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom…

Agora pego
Um caminhão na lona
Vou a nocaute outra vez
Prá sempre fui acorrentado
No seu calcanhar
Meus vinte anos de “boy”
That’s over, baby!
Freud explica…

Não vou me sujar
Fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes
Já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo
É assunto popular…

No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais!…

(Zé Ramalho)

junho 21 2010

Alexandria

Você é o que você ouve
Ouvir você é mergulhar
Numa piscina de vidro
Com o corpo em chamas

Você não é o que me diz
Não se mova até eu chegar
Um mergulho desesperado é uma chance de encontrar no ar
A solucão para o passado que se recusa a nos deixar

Você é o que você vê
Viu meus olhos e desistiu
De me fazer do seu jeito
De outro jeito não serviu

Você é o que você sente
Eu fiz questão de te marcar
E os muros da cidade gritavam pra eu parar de dançar
Não adianta abrir as portas do céu e plantar armadilhas

Não sou o que você pediu,
Mas posso tentar.
Não sou o que você pensou,
Mas posso tentar

Você é uma escolha
Eu te pedi pra não escolher
Entre nós e os meus discos de rock
E os livros que vamos ler

Você é o que você perde
Me perdi e você se foi
Já faz tanto tempo e eu tentado não me acabar
Em velhas novas mensagens
Que nunca vão chegar

Não sou o que você pediu,
Mas posso tentar.
Não sou o que você pensou
Mas quero tentar.

(Flávio Petit)

abril 23 2010

Palavras que fortalecem…

“Você pode tentar fingir que não vê
Vou na humildade sem perder a direção
Pra encontrar o melhor caminho pra mim
Não vou me entregar, vou resistir

Vou fazer o que eu puder, quero me manter de pé
Eu sigo em frente sem olhar pra trás
Golpes pra todos os lados
No momento que é preciso
Vou pisar no chão

Querem me anular, querem me deter
Palavras negativas não vão me ferir
Tenho um bem maior, tenho minha fé
E no final eles que vão cair!”

(Melhor caminho – Banda NV)