novembro 20 2010

Telhados de Paris…

Venta, ali se vê
Aonde o arvoredo inventa um ballet
Enquanto invento aqui pra mim
Um silêncio sem fim
Deixando a rima assim
Sem mágoas, sem nada
Só uma janela em cruz
E uma paisagem tão comum
Telhados de Paris
Em casas velhas, mudas
Em blocos que o engano fez aqui
Mas tem no outono uma luz
Que acaricia essa dureza cor de giz
Que mora ao lado, mas parece outro país
Que me estranha, mas não sabe se é feliz
E não entende quando eu grito
Eu tenho os olhos doidos doidos doidos doidos, já vi
Meus olhos doidos doidos doidos são doidos por ti
O tempo se foi
Há tempos que eu já desisti
Dos planos daquele assalto
De versos retos, corretos
E o resto de paixão, reguei
Vai servir pra nós
E o doce da loucura é teu, é meu
Pra usar a sós
Eu tenho os olhos doidos doidos doidos ja vi
Meus olhos doidos doidos doidos são doidos por ti
Eu tenho os olhos doidos doidos doidos ja vi
Meus olhos doidos doidos doidos são doidos por ti
venta..
venta..
venta..

(Zélia Duncan – Composição: Nei Lisboa)

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Falante

novembro 3 2010

Tudo sobre você…

Queria descobrir
Em 24hs tudo que você adora
Tudo que te faz sorrir
E num fim de semana
Tudo que você mais ama
E no prazo de um mês
Tudo que você já fez
É tanta coisa que eu não sei
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você

E até saber de cor
No fim desse semestre
O que mais te apetece
O que te cai melhor
Enfim eu saberia
365 noites bastariam
Pra me explicar por que
Como isso foi acontecer
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você

Por que em tão pouco tempo
Faz tanto tempo que eu te queria

(Zélia Duncan – Composição: John Ulhoa – Zélia Duncan)

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Falante

outubro 5 2010

Não…

Não, já não quero mais viver em vão
Sem saber que em sua mão
Tudo passa a não ter razão
Tudo passa a dizer

Não posso mais ter você tão de perto
E ouvir não
Não quero mais um amor tão discreto
Pra ter mais emoção

Não, já não canto mais a canção
Que compus pra dizer que não
To num barco sem direção
To perdido em sua…

Quero você mais não vou me enganar
Eu sei que agora não
Quero você mas do lado de lá
Ainda to sem direção

Quero te ver
Quero você
Quero dizer então

Quero você
Quero te ver
Quero você ou não

(Profusão Sonora – Composição: Tiago Ferreira)

outubro 3 2010

Amor marginal

Minha flor
Não me machuques
Minha dor
Não me abuses assim
Não tire mágoas
Não tire mágoas de mim
Meu amor
Não me invadas
Com o teu olhar
Não me deixes
Aqui a gritar
Do meio do caminho
Sozinho

Meu amor
Não mais deixes escapar
Nenhum desejo do teu olhar
De pecados proibidos
Esquecidos
Respirando na água
De uma outra dor
No nosso caso imoral
Desse amor
Desse amor marginal eu vou
Pra calar o sexo mais banal
Pra virar poesia
Desse amor marginal
Eu vou

(John Donovan)

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