dezembro 12 2010

Pro inferno…

Farta chutou baldes,
Paus, barracas,
Certa ou errada,
Sabe-se lá…

Fez o melhor que pode,
Danem-se os medos,
Erros e enganos acontecem,
Só acerta aquele que erra.

A covardia é a muralha que separa,
Mundos e pessoas,
Coragem é liberdade,

Feridas se abrem, mas fecham com o tempo,
As cicatrizes visíveis ou ocultas que restam,
São meros lembretes…

(Roberta Dias)

dezembro 11 2010

Relação à diferença…

Seu jeito incomum,
Toma formas sombrias,
Difíceis de entender,
Vagas, indistintas,

É simples ignorar,
Difícil ser ignorado,
Esquecer é tão complexo quanto ser esquecido,
Na confusão do dia-a-dia,

Na ausência do brilho,
Apagam-se as luzes,
Olhos se perdem na escuridão,

De um espaço interior,
Num corpo vazio, sem carga elétrica,
Apenas sintetizando a dor.

(Roberta Dias)

dezembro 6 2010

Ingratidão…

Não…
O cérebro rejeita essa palavra,
Faz o Homem esquecer em fração de segundos,
Todas as mãos que um dia lhe foram estendidas,

As ajudas que recebeu,
As oportunidades de se reorganizar,
Aprender a viver dentro de suas posses,
Se reerguer na vida,

E ao insistir nos mesmos erros,
Coloca a corda no pescoço, se amargura,
Transforma amor em falta de estímulo, revolta…

Assim age o cérebro Humano, imaturo,
Egoísta e ingrato, porque é mais fácil jogar a culpa no outro,
A repensar os próprios atos e rever seus conceitos.

(Roberta Dias)

dezembro 5 2010

Confraternização de fim de ano…

Equipes sorridentes,
Apesar das dificuldades,
Pressões e cobranças,
De todos os dias do ano,

Unidas umas as outras,
Em abraços, cumprimentos,
Danças, conversas, brincadeiras,
Na simples satisfação de estarem juntas,

Ainda que com diferenças culturais e sociais,
Num único dia do ano, tornam-se iguais,
Confraternizam em paz,

Soltam seus balões de sonhos,
Várias vozes em uma, gritando VIVAAA,
Com olhares voltados para o céu e colorido de esperanças…

(Roberta Dias)

dezembro 3 2010

A Lei do Retorno…

Explodem bombas, os estrondos parecem aterrorizantes,
Alguns tentam se proteger dos estilhaços,
Outros inutilmente tentam se defender de si mesmos,
Pois em suas veias corre o vírus da má índole…

Cobras surgem de todos os lados,
Rastejando, espreitando,
Suas línguas ágeis,
Sorriem falsamente,

Peçonhentas infiltram-se maliciosamente,
Ansiosas por territórios,
Destilam seus venenos,

Que batem nos espelhos e retornam paralisando-as,
Com a malignidade de suas bocas e corações, definham até a morte,
Envenenadas com os germes de suas próprias corrupções morais.

(Roberta Dias)