julho 6 2009

Fechando a Janela

A insessante busca talvez importune e aborreça,
Dar-se a conhecer qual se é,
Sem dúvida é uma tarefa espinhosa,
Complicada e de certo para poucos.

Já diziam os antigos,
A mente e o coração dos outros,
É sempre terra onde ninguém pisa,
Nem com amizade,

Ternura, astúcia, ligeireza e sagacidade é possível prever.
O que insiste em se manter tapado e dirfarçado,
Precisa ser colocado em esquecimento, ser desprezado,

Sair da memória aos poucos até não ser mais lembrado,
Tal qual uma foto que com o tempo desbota-se tanto que não [se pode identificar a imagem],
Perder a lembrança é fechar as janelas, é a morte em vida, [é o verdadeiro estado do que é triste].

(Roberta Dias)

julho 2 2009

Sonhos…

Sonhos - Devaneio de Roberta Dias

Invadem minhas noites de sono sem pedir licença. Intrusos dos quais não tenho controle, causam sensações diversas e que ao acordar recordo ou não.

Quase sempre fora da realidade, mas “tão reais”, meus sonhos acontecem em lugares que conheço, mas que nunca estive antes, com pessoas estranhas ou conhecidas, que aparecem e desaparecem como num passe de mágica, assim também é a troca de cenários.

Todas às vezes que o sonho é bom e que acordo, tento dormir novamente para tentar continuar de onde parei, mas é impressionante como o que é bom dura pouco mesmo, até nos sonhos!

Já os pesadelos, ah, esses transformam breves segundos de sono em longas horas de martírio e desespero.

A dor, apesar de ser um sonho, é muito real e sinto no corpo as conseqüências. Mesmo depois de acordada fico com medo. Nos minutos seguintes sinto receio de fechar os olhos e dar continuidade ao sofrimento.Sonhos, talvez sejam flashs de tudo o que vi e vivi, de tudo aquilo que desejo ou não para mim, dos meus medos, não sei ao certo, também podem não ser nada disso.

(Roberta Dias)